Inteligência Artificial

IA na China tem meio bilhão de usuários

Base de usuários no país dobrou em apenas seis meses, alcançando 515 milhões de pessoas em meados de 2025

Inteligência Artificial: entenda como mercado foi responsável por alavancar os lucros dos maiores bilionários do mundo  (Getty Images)

Inteligência Artificial: entenda como mercado foi responsável por alavancar os lucros dos maiores bilionários do mundo (Getty Images)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 14h49.

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O crescimento da inteligência artificial generativa na China atingiu um volume que altera a dinâmica do mercado digital global. Segundo dados do Centro de Informações da Rede da Internet da China (CNNIC), a base de usuários no país dobrou em apenas seis meses, alcançando 515 milhões de pessoas em meados de 2025, de acordo com dados mais recentes. O número representa mais do que uma adoção rápida, indica que a IA foi incorporada à estrutura de serviços e ao fluxo de trabalho de um terço da população conectada do país.

Enquanto o Ocidente ainda debate as implicações éticas e regulatórias de forma cautelosa, a China integrou a IA em setores que vão da produção agrícola à pesquisa científica e transformou o processamento de dados em uma utilidade tão comum quanto a conectividade 5G.

IA como infraestrutura digital

Diferente da fase inicial de experimentação, o estágio atual na China é de maturidade operacional. Com uma penetração de 36,5% entre os consumidores digitais, o país criou um ambiente onde a tecnologia é refinada por centenas de milhões de pessoas diariamente. Esse ciclo de uso intenso alimenta o desenvolvimento de novos modelos, elevando a IA ao status de infraestrutura básica, integrada de forma nativa a dispositivos móveis, plataformas de serviços e ao cotidiano profissional e acadêmico.

Perfil dos usuários

O relatório do China Internet Network Information Center (CNNIC) mostra que a maior parte dos usuários de IA generativa tem menos de 40 anos, representando 74,6% do total. Aproximadamente 37,5% possuem nível superior ou formação técnica. O padrão indica que a tecnologia é mais adotada por jovens adultos e profissionais que já utilizam dispositivos digitais com frequência.

Entre os usos mais comuns estão: geração de conteúdo, busca inteligente, tradução, assistentes de produtividade e educação. Embora a tecnologia esteja disponível para todos, a concentração em perfis mais jovens e escolarizados sugere que a adoção ainda depende de familiaridade com ferramentas digitais e acesso a dispositivos com capacidade para IA.

Integração em plataformas, dispositivos e indústria

A IA generativa tornou-se parte da experiência cotidiana graças à incorporação direta em plataformas digitais. Baidu, Alibaba e ByteDance adicionaram modelos de linguagem a buscas, aplicativos de mensagens, e-commerce e redes sociais, permitindo que funções de IA operem dentro das interfaces que os usuários já acessam diariamente.

Nos dispositivos móveis, grandes fabricantes como Huawei, Xiaomi e Vivo passaram a incluir unidades de processamento neural e modelos otimizados para execução local. Isso permite funções como tradução em tempo real, edição de vídeo, assistentes de produtividade e sugestões inteligentes diretamente no aparelho, reduzindo a dependência da nuvem e acelerando a adoção.

No campo educacional, escolas e plataformas privadas implantaram tutores digitais, sistemas de correção de exercícios e simuladores de provas, enquanto no trabalho a IA passou a integrar atendimento, análise de dados, produção de conteúdo e automação de processos, reorganizando funções e aumentando a eficiência operacional.

Na manufatura, a tecnologia é aplicada em controle de qualidade, manutenção preditiva e otimização de linhas de produção. Máquinas conectadas analisam dados em tempo real para ajustar velocidade, detectar falhas e reduzir desperdício de materiais. Grandes indústrias, especialmente nos setores de eletrônicos e automóveis, adotam sistemas inteligentes para aumentar produtividade e reduzir tempo de inatividade.

Outros setores, como varejo, saúde e serviços públicos, também integram a IA em suas operações. No comércio eletrônico, algoritmos recomendam produtos e otimizam logística; na saúde, auxiliam na triagem de pacientes e na organização de informações. Governos locais utilizam IA para gestão de dados urbanos e serviços digitais, tornando a tecnologia parte da infraestrutura pública.

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