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IA é o maior tsunami da história, diz John Doerr, investidor de Google e Amazon

John Doerr, ex-Harvard e investidor da Kleiner Perkins, afirma ao WSJ que inteligência artificial generativa ainda foi subestimada

Publicado em 25 de maio de 2026 às 05h01.

A inteligência artificial generativa é “a maior coisa de todos os tempos”, segundo John Doerr, um dos investidores mais conhecidos do Vale do Silício e responsável por apostas iniciais em empresas como Google e Amazon.

Em entrevista ao Wall Street Journal, Doerr afirmou que a atual revolução da IA supera ondas anteriores de inovação, como o computador pessoal, os microchips, a internet, os navegadores, o iPhone e a computação em nuvem.

“Maior coisa de todos os tempos. Desde tudo”, disse Doerr ao ser perguntado sobre qual seria a comparação mais adequada para a revolução da IA.

Para o investidor, a inteligência artificial ainda foi subestimada. “Não sabemos como a IA vai moldar o novo mundo da educação, do emprego, da saúde — da vida como a conhecemos”, afirmou.

Os tsunamis da inovação

Doerr usa a palavra “tsunami” para descrever grandes ondas tecnológicas. Segundo ele, esses ciclos aparecem em intervalos aproximados de 13 anos.

A sequência começa em 1980, com a revolução dos computadores pessoais e dos microchips. Depois vieram os navegadores e a internet, seguidos pelo iPhone e pela computação em nuvem.

Agora, para Doerr, a inteligência artificial generativa representa a maior dessas ondas.

“Apenas três anos depois do lançamento do ChatGPT, 50% dos americanos dizem usar IA generativa, e a criação de valor está fora de escala”, disse.

Onde Doerr está investindo?

Doerr afirmou ao WSJ que seu foco atual é acelerar empreendedores que usam inteligência artificial para enfrentar alguns dos problemas mais difíceis da atualidade.

Entre eles, citou a transição climática e a transformação da saúde.

O investidor entrou na Kleiner Perkins Caufield & Byers em 1980, tornou-se chairman da firma em 2016 e hoje investe por meio de seu family office. Ele também integra o conselho da Alphabet, controladora do Google.

Segundo Doerr, seu trabalho como investidor é “encontrar, financiar e acelerar” empreendedores capazes de usar tecnologia para criar novas empresas.

O que ele busca em fundadores

Ao falar sobre empreendedores, Doerr disse que a primeira pergunta que faz é se aceitaria “entrar em apuros” com aquela pessoa.

Segundo ele, por mais bem-sucedida que uma empresa pareça do lado de fora, construir uma companhia é sempre uma disputa difícil.

“A verdade é que você tira a tampa da lata e, por dentro, é uma lata de minhocas”, afirmou.

Para Doerr, os melhores fundadores enxergam o mundo de forma diferente, dominam tecnologia, sabem montar times e conseguem vender sua visão a funcionários, clientes e investidores.

As lições de Amazon e Google

Doerr citou Jeff Bezos e os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, como alguns dos empreendedores que mais o ensinaram.

Ele conheceu Bezos em 1996, nos primeiros escritórios da Amazon. Segundo Doerr, o fundador era ambicioso, frugal e obcecado pelo cliente.

Três anos depois, em 1999, Doerr conheceu Page e Brin na garagem onde o Google nasceu, em Menlo Park.

Na época, investiu US$ 12 milhões na empresa em troca de 12% de participação. O Google foi avaliado em US$ 100 milhões naquela rodada.

Segundo Doerr, muitos consideraram o preço alto. Hoje, a companhia tem valor de mercado de US$ 3,89 trilhões, de acordo com os dados citados pelo WSJ.

“O que me fez cair da cadeira foi o tamanho do pensamento de Larry e Sergey”, disse Doerr. “Eles viram algo que o resto de nós ainda não tinha visto.”

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