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Executivos especializados em inteligência artificial conectam decisões tecnológicas às prioridades e aos resultados das empresas (Andrey_Popov/Shutterstock)
Redatora
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 06h00.
Uma nova oportunidade começa a ganhar espaço nas salas de decisão das empresas: a de quem define como a inteligência artificial será usada para gerar resultados.
Conhecido como Chief AI Officer (CAIO), esse executivo lidera a estratégia de IA, coordena projetos e acompanha os riscos envolvidos na adoção da tecnologia.
A função é um sinal de uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. À medida que a IA passa a integrar operações, produtos e decisões corporativas, surgem posições dedicadas a liderar essa mudança.
Para profissionais que buscam avançar na carreira, o movimento abre caminhos que combinam conhecimento tecnológico e experiência de negócios.
O CAIO é um dos exemplos mais visíveis. Sua responsabilidade é identificar oportunidades de aplicação da IA, definir prioridades de investimento e garantir que os projetos estejam alinhados aos objetivos da organização.
Dependendo da empresa, a função pode ficar próxima do CEO ou trabalhar em conjunto com as lideranças de tecnologia e dados.
Outras posições incluem diretor ou vice-presidente de IA, líder de transformação com inteligência artificial e responsáveis por governança e risco.
Os títulos ainda variam entre companhias, e algumas organizações incorporam essas atribuições a cargos já existentes. A remuneração pode ser expressiva, sobretudo em posições executivas de grandes empresas.
Segundo reportagem da Forbes Brasil publicada em fevereiro de 2026, salários mensais de executivos de tecnologia como CTOs e CIOs no país variam de R$ 42 mil a R$ 75 mil, conforme o Guia Salarial da Michael Page de 2026.
A liderança em IA exige uma combinação de competências. Conhecer as possibilidades da tecnologia é importante, mas não basta: o profissional precisa reconhecer problemas relevantes, avaliar custos, medir resultados e coordenar equipes de diferentes áreas.
A capacidade de traduzir necessidades de negócio em projetos viáveis é especialmente importante.
Isso envolve entender como a IA pode reduzir tarefas repetitivas, apoiar análises ou melhorar produtos, sem ignorar questões como privacidade, segurança e confiabilidade das respostas.
Experiência em gestão, familiaridade com dados e conhecimento do setor em que a empresa atua também ajudam.
Para cargos executivos, a trajetória costuma contar tanto quanto a formação, porque é preciso demonstrar capacidade de conduzir mudanças e responder pelos resultados.
Um primeiro passo é experimentar ferramentas em tarefas reais e documentar os resultados.
Testar a análise de documentos, a pesquisa assistida por IA ou a automação de etapas de um processo ajuda a compreender possibilidades e limitações.
Depois, vale aprofundar conhecimentos em dados, gestão de projetos, governança e implementação.
Participar de iniciativas internas, colaborar com equipes técnicas e apresentar resultados mensuráveis pode ajudar a construir experiência relevante para posições de maior responsabilidade.
O crescimento dos cargos ligados à IA não significa que qualquer pessoa que domine algumas ferramentas chegará ao alto escalão.
As posições mais bem remuneradas exigem experiência, responsabilidade sobre decisões e capacidade de conectar tecnologia a objetivos concretos.
Para quem deseja disputar essas oportunidades, o melhor investimento é combinar aprendizado contínuo com prática.
Mais do que acompanhar cada novidade, importa saber identificar onde a IA faz diferença, como implementá-la com segurança e de que maneira comprovar seu valor para o negócio.