Repórter
Publicado em 30 de abril de 2026 às 10h49.
Última atualização em 30 de abril de 2026 às 10h51.
A Google Cloud, divisão de nuvem da Alphabet, registrou um primeiro trimestre de forte crescimento, com receita superior a US$ 20 bilhões, alta de 63% na comparação anual.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda por soluções de inteligência artificial, com produtos baseados em modelos generativos crescendo quase 800% em relação ao ano anterior.
Segundo o CEO Sundar Pichai, o avanço foi liderado pelo Google Cloud Platform, plataforma de infraestrutura e IA que cresceu acima da média da divisão como um todo.
Entre os destaques está o Gemini Enterprise, pacote corporativo de IA da empresa, que avançou 40% na comparação trimestral.
O volume de uso da API de IA também disparou, atingindo 16 bilhões de tokens por minuto, ante 10 bilhões no trimestre anterior.
A companhia também informou que dobrou a aquisição de novos clientes e o número de contratos entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão, além de fechar múltiplos acordos acima de US$ 1 bilhão.
Outro indicador relevante foi o aumento de 45% no consumo acima dos contratos iniciais por parte dos clientes, sinalizando demanda crescente por capacidade adicional.
O crescimento reforça o papel da IA como principal motor da divisão de nuvem, que hoje combina infraestrutura, análise de dados, ferramentas de machine learning e aplicativos como o Google Workspace.
O desempenho da Google Cloud indica uma mudança estrutural no mercado de tecnologia, em que serviços de inteligência artificial passam a liderar o crescimento dentro das plataformas de nuvem.
A empresa disputa espaço com Microsoft Azure e AWS, da Amazon, em um cenário onde capacidade computacional e acesso a modelos avançados se tornaram diferenciais competitivos centrais.
Nesse contexto, a estratégia da Alphabet tem sido integrar seus modelos proprietários à infraestrutura de nuvem, ampliando a oferta para clientes corporativos.