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EUA x China: para BofA, nenhum vencerá sozinho
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 09h59.
Última atualização em 21 de setembro de 2026 às 17h46.
China e Estados Unidos não conseguem vencer isoladamente a corrida pela inteligência artificial, afirmou Matty Zhao, do Bank of America, nesta segunda-feira (21). Segundo a analista, as cadeias são interdependentes: Pequim ainda precisa de chips estrangeiros, enquanto Washington enfrenta limitações na rede elétrica. Em 2024, os EUA investiram US$ 109,1 bilhões em IA, ante US$ 9,3 bilhões da China.
Nem Pequim nem Washington vão conseguir vencer, sozinhos, a corrida pela dominância em inteligência artificial (IA). A avaliação é de Matty Zhao, co-chefe de ações da China no Bank of America (BofA) Global Research, em entrevista ao jornal South China Morning Post nesta segunda-feira, 21, às vésperas de uma cúpula bilateral de alto nível entre os dois países.
Segundo Zhao, as cadeias de suprimentos de tecnologia estão profundamente interligadas entre as duas economias, o que torna qualquer vitória isolada improvável. A China avançou em áreas como redes elétricas e equipamentos de manufatura, mas continua dependente de fornecedores estrangeiros para chips avançados, memória e alguns materiais de ponta.
Os Estados Unidos, por sua vez, enfrentam uma limitação diferente: a rede elétrica americana tem, em média, entre 30 e 40 anos de idade, contra 15 a 20 anos na rede chinesa, segundo a analista. Nos EUA, a expansão de data centers já provocou reação política e de comunidades locais, motivada pelo temor de aumento nos custos de energia.
A avaliação de Zhao reforça um debate que já dividia analistas do setor.
Segundo o CSIS, centro de estudos americano, a China conseguiu obter chips avançados, como o H100 e o H800 da Nvidia, além de equipamentos de manufatura de semicondutores, por meio de fabricação na taiwanesa TSMC via empresas de fachada e da aquisição de equipamentos para a SMIC, fabricante sobre a qual a Huawei exerce influência significativa. Ainda assim, o hardware chinês de IA opera hoje entre 70% e 100% do desempenho do H100, com eficiência energética ainda mais atrás.
China transforma custo em arma na corrida da IA, diz J.P MorganDo lado americano, o investimento privado em IA nos Estados Unidos chegou a US$ 109,1 bilhões em 2024, muito acima dos cerca de US$ 9,3 bilhões da China, segundo o índice de IA 2025 da Universidade Stanford.
Instituições americanas produziram 40 modelos de IA notáveis naquele ano, contra 15 da China. Mas parte dos analistas do setor já chama a atenção para uma distinção diferente da corrida por poder computacional: enquanto os Estados Unidos constroem os modelos mais avançados, a China avança mais rápido na aplicação prática da tecnologia dentro de fábricas, logística e veículos.
Nenhum dos dois países deve vencer sozinho, segundo Matty Zhao, co-chefe de ações da China no Bank of America Global Research. A analista afirma que as cadeias de suprimentos tecnológicos das duas economias estão profundamente interligadas.
A China ainda depende de fornecedores estrangeiros para chips avançados, memória e alguns materiais de ponta, segundo Matty Zhao. O país, porém, avançou em redes elétricas e equipamentos de manufatura.
A infraestrutura elétrica é uma das principais limitações americanas. Segundo Matty Zhao, a rede dos Estados Unidos tem entre 30 e 40 anos, em média, enquanto a rede chinesa tem de 15 a 20 anos.
Sim. Segundo o CSIS, a China obteve chips H100 e H800 da Nvidia e equipamentos para fabricar semicondutores por meio de empresas de fachada e aquisições destinadas à SMIC.
Os Estados Unidos receberam US$ 109,1 bilhões em investimento privado em IA em 2024, ante cerca de US$ 9,3 bilhões na China, segundo o Índice de IA 2025 da Universidade Stanford.
Instituições americanas produziram 40 modelos de IA notáveis em 2024, enquanto instituições chinesas criaram 15, segundo a Universidade Stanford. Analistas citados no texto avaliam, porém, que a China avança mais rápido na aplicação da tecnologia em fábricas, logística e veículos.