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Aposta de US$ 250 milhões levará público ao comando virtual de ‘carro voador’ no GP de São Paulo

Revo leva a Interlagos uma experiência de pilotagem virtual enquanto prepara operação comercial com aeronaves elétricas para 2028

eVTOL da Eve: aeronave foi projetada para transportar quatro passageiros e um piloto, com alcance de 100 quilômetros (Divulgação)

eVTOL da Eve: aeronave foi projetada para transportar quatro passageiros e um piloto, com alcance de 100 quilômetros (Divulgação)

Publicado em 6 de novembro de 2026 às 07h28.

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A operadora de mobilidade aérea Revo levará um simulador de eVTOL ao GP de São Paulo, de 6 a 8 de novembro, para demonstrar os chamados “carros voadores”. A ação acompanha acordo de US$ 250 milhões com a fabricante Eve Air Mobility, do grupo Embraer, para até 50 aeronaves, com operação comercial prevista para 2028.

Antes de transportar passageiros pelos céus de São Paulo, os chamados "carros voadores" terão uma demonstração virtual em Interlagos. Durante o GP de São Paulo, de 6 a 8 de novembro, a Revo levará ao autódromo um simulador que permitirá aos visitantes experimentar etapas de voo, pouso e decolagem de um eVTOL, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical.

A experiência acompanha uma aposta de US$ 250 milhões. Esse é o valor anunciado para o acordo entre a operadora, sua controladora Omni Helicopters International (OHI) e a Eve Air Mobility, do grupo Embraer. Firmado em junho de 2025, o contrato prevê a compra de até 50 aeronaves, além de serviços de entrada em operação e suporte pós-venda. Foi o primeiro acordo vinculante anunciado pela fabricante.

Enquanto prepara a operação elétrica, a Revo mantém os helicópteros como fonte de receita. Para a etapa brasileira da Fórmula 1, venderá assentos a partir de R$ 4.900 por trecho, em viagens de aproximadamente dez minutos entre a região da Faria Lima e Interlagos. Segundo a empresa, a operação aérea geral do evento movimentou cerca de 400 voos e 1.100 passageiros em 2025.

“O GP fala de velocidade, precisão e performance — atributos que também fazem parte da nossa proposta de transformar a forma como as pessoas se deslocam”, afirma Patricia Dib, diretora de marketing da Revo.

Simulador em Interlagos: experiência permite testar virtualmente etapas de voo, pouso e decolagem de um eVTOL (Revo/Divulgação)

Como será a experiência de pilotar um ‘carro voador’

A estrutura em Interlagos terá assento personalizado, tela, computador e um side stick, comando lateral usado para controlar a aeronave. Em ambiente virtual, os participantes poderão experimentar situações que reproduzem elementos do futuro posto de pilotagem de um eVTOL.

A ativação apresenta ao público uma tecnologia que ainda passa por desenvolvimento e testes. Embora tenham recebido o apelido de “carros voadores”, os eVTOLs são aeronaves destinadas ao transporte aéreo. A capacidade de decolar e pousar verticalmente dispensa uma pista convencional.

O modelo da Eve foi projetado para transportar quatro passageiros e um piloto, com alcance de 100 quilômetros. A configuração combina oito rotores destinados ao voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e uma hélice responsável pela propulsão à frente. A operação inicial prevê um piloto a bordo.

Para a Revo, o GP funciona como uma oportunidade de apresentar essa futura oferta a passageiros e convidados que já circulam por sua operação de mobilidade aérea.

O que falta para os eVTOLs transportarem passageiros

A previsão apresentada pela Eve e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em reunião no Ministério de Portos e Aeroportos em setembro, é que as primeiras operações comerciais possam ocorrer em 2028, após a certificação. Esse também é o horizonte informado pela Revo.

O protótipo em escala real da Eve realizou seu primeiro voo, sem tripulação, em dezembro de 2025, em Gavião Peixoto, no interior paulista. Em agosto de 2026, a fabricante anunciou o primeiro voo de transição parcial, com o acionamento da hélice traseira durante o percurso — uma etapa para avançar da sustentação vertical ao deslocamento apoiado nas asas.

Em atualização divulgada na quarta-feira, 4 de novembro, a Eve informou que o protótipo já havia realizado mais de 70 voos. A campanha continua ampliando as condições em que a aeronave é testada.

A preparação comercial também depende de infraestrutura em terra. Entre os pontos discutidos pelo governo e pelo setor estão os vertiportos, locais destinados a pousos, decolagens e apoio às aeronaves, o fornecimento de energia para recarga e a integração ao controle do espaço aéreo.

Qual é o negócio por trás da presença no GP

Lançada em agosto de 2023 e controlada pela OHI, a Revo atua no transporte de passageiros de alta renda. Seu serviço combina helicópteros, deslocamentos terrestres e atendimento em lounges. O acordo com a Eve prevê que a companhia seja a operadora de lançamento dos eVTOLs da fabricante em São Paulo.

Em Interlagos, a atuação vai além da venda de passagens. Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa será responsável pela gestão da operação aérea do evento, incluindo o gerenciamento do heliponto e a coordenação de pousos e decolagens de aeronaves privadas.

“Em um fim de semana em que São Paulo vive uma dinâmica ainda mais intensa, nosso papel é devolver tempo e previsibilidade aos nossos clientes”, afirma Dib.

Os voos compartilhados terão horários fixos e embarque na região da Faria Lima, com operação no sábado e no domingo. Também haverá fretamento de cabine completa de sexta a domingo. O serviço inclui traslado entre o heliponto e as áreas do evento.

A estrutura de hospitalidade terá um lounge de 280 metros quadrados assinado pelo arquiteto Sig Bergamin. O espaço também receberá o macacão usado por Felipe Massa na vitória no GP do Brasil de 2006. Embaixador da Revo, o piloto conquistou naquele ano seu primeiro triunfo em Interlagos.

Entre o transporte já comercializado e o simulador, a empresa reúne no mesmo evento a operação que gera receita hoje e a tecnologia com a qual pretende ampliar o negócio a partir de 2028.

'Perguntas frequentes'

Como será o simulador de carro voador no GP de São Paulo? +

O simulador terá assento personalizado, tela, computador e um comando lateral para controlar a aeronave. Os visitantes poderão experimentar virtualmente etapas de voo, pouso e decolagem de um eVTOL entre 6 e 8 de novembro, em Interlagos.

Qual é o valor do acordo entre Revo e Eve Air Mobility? +

O acordo anunciado entre Revo, Omni Helicopters International e Eve Air Mobility pode chegar a US$ 250 milhões. Firmado em junho de 2025, o contrato prevê até 50 aeronaves, além de serviços para entrada em operação e suporte pós-venda.

Quando os eVTOLs começarão a transportar passageiros em São Paulo? +

As primeiras operações comerciais podem ocorrer em 2028, após a certificação, segundo previsão apresentada pela Eve Air Mobility e pela Agência Nacional de Aviação Civil. Esse também é o prazo informado pela Revo.

Quantas pessoas o eVTOL da Eve poderá transportar? +

O eVTOL da Eve foi projetado para transportar quatro passageiros e um piloto, com alcance de 100 quilômetros. O modelo terá oito rotores para o voo vertical, asas fixas e uma hélice traseira para a propulsão à frente.

Quanto custa o voo de helicóptero da Revo para o GP de São Paulo? +

Os assentos custam a partir de R$ 4.900 por trecho em viagens de aproximadamente dez minutos entre a região da Faria Lima e Interlagos. Os voos compartilhados ocorrerão no sábado e no domingo, enquanto cabines completas poderão ser fretadas de sexta a domingo.

Em que estágio estão os testes do eVTOL da Eve? +

Segundo atualização divulgada pela Eve nesta quarta-feira, 4 de novembro, o protótipo já realizou mais de 70 voos sem tripulação. A aeronave fez o primeiro voo em dezembro de 2025 e o primeiro teste de transição parcial em agosto de 2026.

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