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Como as big techs entraram na pauta da campanha democrata no Congresso americano

Críticas à expansão de data centers e ao poder das empresas de tecnologia ganharam espaço na disputa

Capitólio dos Estados Unidos, em Washington: críticas às big techs e aos data centers entraram na campanha pelo Congresso (Sarah Silbiger/File Photo/Reuters)

Capitólio dos Estados Unidos, em Washington: críticas às big techs e aos data centers entraram na campanha pelo Congresso (Sarah Silbiger/File Photo/Reuters)

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 12h55.

Última atualização em 4 de novembro de 2026 às 13h14.

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Os democratas conquistaram o controle do Congresso dos EUA em uma eleição marcada pelo custo de vida. A campanha ampliou críticas às big techs e aos impactos locais dos data centers.

O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara e do Senado dos Estados Unidos nas eleições de terça-feira, 3 de novembro, segundo a Associated Press. A vitória ocorreu após uma campanha em que empresas de tecnologia e a expansão dos data centers se tornaram alvos frequentes da oposição a Donald Trump.

O debate sobre inteligência artificial ganhou uma tradução concreta nas campanhas: quem paga a conta da infraestrutura necessária para expandi-la. Energia, água e interesses das comunidades ajudaram a levar o tema para além das discussões entre empresas e reguladores, como apontou uma análise da Brookings Institution.

As críticas chegaram à propaganda eleitoral

Dados reunidos pela AdImpact e analisados pela organização Reset Tech mostraram a mudança no discurso. Democratas haviam gasto US$ 14 milhões em 86 anúncios que mencionavam big techs, ante quase US$ 6,3 milhões de interesses republicanos em 37 peças.

O levantamento retratava um período anterior à votação e não permite medir, isoladamente, quanto essa mensagem contribuiu para o resultado. A cobertura da AP também apontou frustração dos eleitores com preços, a guerra no Irã e preocupações com corrupção.

O Texas concentrou a disputa sobre data centers

No Texas, a democrata Gina Hinojosa venceu a eleição para governadora, segundo a AP. Durante a campanha, ela criticou a relação do governador republicano Greg Abbott com o setor e defendeu maior atenção aos efeitos dos empreendimentos sobre as comunidades.

A reação, porém, não ficou restrita aos democratas. Em setembro, candidatos republicanos de pelo menos cinco estados adotaram críticas mais duras ou propuseram restrições a data centers. O próprio Abbott, que havia promovido o Texas como destino de investimentos em IA, passou a defender novas limitações.

O que muda para as empresas

Vitórias eleitorais não se convertem automaticamente em novas leis. Uma análise pré-eleitoral da Brookings apontava que um governo dividido poderia transformar propostas no Congresso em testes de políticas para os próximos anos, enquanto decisões estaduais e locais continuariam relevantes para os projetos.


Perguntas frequentes

A oposição aos data centers é exclusiva dos democratas?

Não. Candidatos republicanos também criticaram os empreendimentos e defenderam restrições durante a campanha.

É possível atribuir a vitória apenas à crítica às big techs?

Não. Os resultados não isolam o peso desse tema diante de outras preocupações dos eleitores.

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