Inteligência Artificial

ChatGPT inicia testes de publicidade para usuários dos EUA

Anúncios serão exibidos para usuários Free e Go, enquanto quem optar por não vê-los terá uso limitado

ChatGPT: OpenAI inicia testes de anúncios na versão gratuita do chatbot nos Estados Unidos (Getty Images)

ChatGPT: OpenAI inicia testes de anúncios na versão gratuita do chatbot nos Estados Unidos (Getty Images)

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 10h55.

O ChatGPT, chatbot de inteligência artificial mais utilizado do mundo, iniciou nesta segunda-feira, 9, uma fase de testes para a integração de publicidade.

Segundo a OpenAi, a iniciativa busca abrir uma nova fonte de receitas em um setor marcado por altos custos operacionais.

“Hoje, começamos a testar anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos. O teste será direcionado a usuários adultos com uma assinatura Free ou Go”, afirmou a OpenAI, em referência à versão gratuita e ao plano básico do serviço.

Segundo a empresa, usuários que optarem por não ver anúncios poderão desativar a publicidade, mas terão o uso limitado a um número reduzido de mensagens gratuitas por dia.

O início dos testes ocorre após a OpenAI anunciar, em meados de janeiro, que passaria a adotar publicidade para usuários nos Estados Unidos.

A decisão foi ironizada pela concorrente Anthropic durante o Super Bowl de domingo. Criadora do chatbot Claude, a empresa exibiu um comercial em que um usuário recebe respostas sérias de uma ferramenta de conversa, interrompidas subitamente por um anúncio de um site fictício de relacionamentos.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, classificou o comercial como “divertido, mas claramente desonesto”.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, a OpenAI afirmou que os anúncios “não influenciam as respostas fornecidas pelo ChatGPT” e que a mudança ajudará a financiar a infraestrutura e os investimentos necessários para o desenvolvimento do modelo de IA.

Com apenas uma parcela de seus milhões de usuários pagando por assinaturas, a empresa enfrenta pressão para ampliar suas receitas. Apesar de ter alcançado uma avaliação de até 500 bilhões de dólares em rodadas privadas desde 2022 — e de especulações sobre uma eventual abertura de capital avaliada em até um trilhão de dólares —, a OpenAI registra gastos elevados, impulsionados pela alta demanda por poder computacional.

Com a iniciativa, a empresa aproxima seu modelo de negócios ao de gigantes como Google e Meta, cuja principal fonte de receita é a publicidade associada a serviços gratuitos.

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