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As gigantes da IA que ainda não abriram capital — e podem protagonizar os maiores IPOs da década (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 22 de julho de 2026 às 13h40.
A corrida pela inteligência artificial não acontece apenas entre empresas que já estão na bolsa. Algumas das companhias mais influentes do setor permanecem privadas, mesmo após levantarem bilhões de dólares com investidores. Esse cenário faz com que o mercado acompanhe de perto qualquer sinal de uma futura abertura de capital.
Nos últimos anos, empresas como Nvidia e Microsoft passaram a concentrar parte da atenção dos investidores por causa da inteligência artificial. No entanto, muitas das startups responsáveis pelos avanços mais recentes ainda não realizaram um IPO, sigla em inglês para oferta pública inicial de ações.
Um IPO acontece quando uma empresa passa a negociar suas ações em uma bolsa de valores. A operação permite captar recursos com investidores e amplia o acesso ao mercado financeiro.
Além de levantar capital para financiar crescimento, um IPO costuma aumentar a transparência da empresa, já que ela passa a divulgar resultados financeiros de forma periódica e atender a regras mais rigorosas de governança.
A lista das candidatas a um futuro IPO reúne algumas das empresas mais conhecidas da atual geração de IA.
A OpenAI, criadora do ChatGPT, continua sendo uma organização privada apoiada por investidores como a Microsoft. Seu crescimento acelerado faz dela uma das empresas mais observadas pelo mercado.
A Anthropic, responsável pelo assistente Claude, também levantou bilhões de dólares em rodadas de investimento lideradas por gigantes como Amazon e Google. Até o momento, não anunciou planos para abrir capital.
Outras empresas frequentemente citadas por analistas incluem a xAI, fundada por Elon Musk, a Perplexity AI, especializada em buscas com IA, a francesa Mistral AI, a canadense Cohere e a Scale AI, que fornece infraestrutura e dados para treinamento de modelos de inteligência artificial.
Embora cada uma atue em segmentos diferentes, todas compartilham uma característica: receberam investimentos bilionários e ainda permanecem fora das bolsas de valores.
Abrir capital não é obrigatório para empresas de tecnologia. Nos últimos anos, o mercado de investimentos privados passou a oferecer volumes cada vez maiores de recursos, permitindo que startups cresçam sem recorrer imediatamente à bolsa.
Outro fator é o ambiente econômico. Empresas costumam buscar um momento favorável para realizar um IPO, quando há maior interesse dos investidores e condições de mercado que favoreçam uma avaliação elevada.
Também existe uma questão estratégica. Permanecer privada oferece maior liberdade para testar produtos, realizar investimentos de longo prazo e fazer mudanças sem a pressão dos resultados trimestrais exigidos por acionistas.
Caso essas empresas decidam abrir capital, o mercado poderá ganhar novas opções de investimento em inteligência artificial, um segmento que hoje possui relativamente poucas empresas listadas com foco exclusivo na tecnologia.
Especialistas também apontam que futuros IPOs poderão servir como indicador da maturidade do setor, mostrando quais modelos de negócio conseguiram transformar inovação em receitas sustentáveis.
Embora não exista confirmação sobre quando essas empresas poderão estrear na bolsa, o tema continua entre os mais observados por investidores e pelo mercado de tecnologia. Resultados financeiros, novas rodadas de investimento, aquisições e mudanças regulatórias podem influenciar essa decisão.
Para quem acompanha a evolução da inteligência artificial, entender o estágio de desenvolvimento dessas empresas ajuda a compreender como a tecnologia está moldando novos modelos de negócios e transformando diferentes setores da economia.