Inteligência Artificial

'Agentes de IA são o novo computador', diz CEO da Nvidia

Empresa amplia foco além de chips e aposta em plataformas e infraestrutura para IA autônoma

 CEO da Nvidia, Jensen Huang | REUTERS/Brittany Hosea-Small

CEO da Nvidia, Jensen Huang | REUTERS/Brittany Hosea-Small

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 23 de março de 2026 às 16h32.

Última atualização em 25 de março de 2026 às 10h46.

A Nvidia, hoje a empresa mais valiosa do mundo e um dos principais símbolos da corrida por inteligência artificial, apresentou uma nova frente de atuação: os agentes de IA. 

Durante a conferência anual NVIDIA GTC, realizada na segunda-feira (16), na Califórnia, Estados Unidos, a companhia anunciou um conjunto de atualizações que reposicionam sua estratégia, antes centrada em chips, para um ecossistema mais amplo de software e infraestrutura.

No palco, o CEO Jensen Huang detalhou ferramentas voltadas à criação de assistentes capazes de executar tarefas de forma autônoma, como elaborar propostas ou gerenciar comunicações. 

Parte central desse movimento envolve o OpenClaw, plataforma que ganhou destaque recentemente no Vale do Silício.

A empresa lançou recursos para facilitar o desenvolvimento desses agentes, incluindo modelos prontos e mecanismos de segurança e privacidade. Segundo a Nvidia, as soluções permitem acesso a sistemas e arquivos sem comprometer dados sensíveis. 

Huang afirmou que o OpenClaw pode assumir um papel semelhante ao de sistemas operacionais tradicionais. 

“O OpenClaw é o número um. É o projeto de código aberto mais popular da história da humanidade”, disse.

Mudança de estratégia

Além do software, a Nvidia anunciou atualizações em sua plataforma de computação Vera Rubin, composta por sete chips já em produção. Um dos destaques é a introdução de racks baseados em CPUs, substituindo o foco histórico em GPUs, com o objetivo de atender às demandas específicas dos agentes de IA.

A companhia também passou a integrar tecnologias externas, como as unidades de processamento de linguagem (LPUs) da americana Groq, com quem firmou um acordo de US$20 bilhões. A movimentação sinaliza uma ampliação do ecossistema e maior integração entre diferentes soluções de hardware.

Visão de longo prazo

O plano da Nvidia vai além dos data centers tradicionais. A empresa revelou um módulo espacial para sua plataforma, mirando a expansão da infraestrutura de IA fora da Terra — uma frente que também desperta interesse de outras empresas do setor.

Durante o evento, Huang reforçou a perspectiva de crescimento da demanda por computação e associou esse avanço à capacidade da IA de executar tarefas produtivas. 

“Toda empresa no mundo hoje precisa ter uma estratégia de agentes”, afirmou. 

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Segundo ele, a expectativa é que a Nvidia alcance US$1 trilhão em receita até 2027, impulsionada por essa nova fase da inteligência artificial.

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