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A internet está deixando de ser navegada? Como a IA muda a forma de encontrar informação

ChatGPT, Gemini, Perplexity e outros assistentes inteligentes estão mudando a maneira como as pessoas pesquisam na internet — em vez de abrir dezenas de páginas, cada vez mais usuários esperam receber uma resposta pronta em poucos segundos

A inteligência artificial está transformando a pesquisa online em uma conversa, mudando a forma como usuários encontram informações na internet (Getty Images)

A inteligência artificial está transformando a pesquisa online em uma conversa, mudando a forma como usuários encontram informações na internet (Getty Images)

Publicado em 15 de julho de 2026 às 06h03.

Abrir um mecanismo de busca, digitar uma pergunta, comparar diferentes links e navegar entre sites pode deixar de ser o caminho mais comum para encontrar informações na internet.

O comportamento dos usuários começa a mudar à medida que ferramentas de inteligência artificial passam a responder perguntas de forma direta, reunindo em um único texto informações que antes exigiam a leitura de diversas páginas.

O fenômeno já provoca discussões entre empresas de tecnologia, veículos de comunicação e especialistas em marketing digital sobre o futuro da busca online.

Da lista de links para a resposta pronta

Durante décadas, os mecanismos de busca funcionaram da mesma maneira: o usuário fazia uma pergunta e recebia uma lista de páginas para explorar. Cabia a ele decidir quais links abrir, comparar informações e construir uma resposta.

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Com a popularização de assistentes como ChatGPT, Gemini e Perplexity, essa lógica começa a mudar. Em vez de apresentar apenas uma relação de sites, essas plataformas sintetizam conteúdos de diferentes fontes e entregam uma resposta pronta, organizada em formato de conversa.

Na prática, o usuário deixa de navegar por vários endereços para interagir diretamente com uma inteligência artificial.

O impacto para quem produz conteúdo

Essa mudança também altera a dinâmica de quem vive da audiência na internet. Se antes um site precisava aparecer entre os primeiros resultados de busca para receber visitantes, agora parte das informações pode ser consumida sem que o usuário clique em qualquer página.

O movimento desafia estratégias tradicionais de otimização para mecanismos de busca (SEO), que durante anos foram essenciais para atrair tráfego orgânico.

Empresas de mídia, produtores de conteúdo e marcas começam a adaptar seus materiais pensando não apenas nos buscadores tradicionais, mas também nas respostas geradas por inteligências artificiais.

Especialistas já utilizam o termo Generative Engine Optimization para descrever técnicas voltadas a aumentar as chances de um conteúdo ser utilizado como referência por modelos de IA.

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A pesquisa fica mais rápida, mas exige atenção

Receber uma resposta pronta reduz o tempo gasto procurando informações e facilita pesquisas mais complexas. O usuário pode pedir comparações, aprofundar dúvidas e reformular perguntas sem precisar iniciar uma nova busca.

Ao mesmo tempo, esse modelo exige um olhar mais crítico. Como as respostas são construídas a partir de diversas fontes, erros, desatualizações ou interpretações incorretas ainda podem acontecer.

Por isso, especialistas continuam recomendando a verificação de informações em fontes confiáveis, principalmente quando o tema envolve saúde, finanças, direito ou decisões profissionais.

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O futuro das buscas

A mudança não significa que os mecanismos de pesquisa tradicionais deixarão de existir. Em vez disso, especialistas apontam para um cenário híbrido, em que buscas convencionais e assistentes de inteligência artificial convivem e atendem necessidades diferentes.

Enquanto os buscadores continuam sendo importantes para encontrar páginas específicas, documentos ou pesquisas aprofundadas, a IA ganha espaço quando o objetivo é compreender um assunto rapidamente, resumir informações ou manter uma conversa contínua sobre determinado tema.

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