Inteligência Artificial

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Saber usar IA virou o novo passaporte para salários mais altos —  entenda o porquê

Competências em inteligência artificial passaram a influenciar contratações, promoções e remuneração. Empresas buscam profissionais capazes de aplicar a tecnologia no dia a dia, mesmo em funções que não exigem formação em tecnologia

Dominar ferramentas de inteligência artificial já influencia contratações, promoções e remuneração em diferentes setores da economia (Malte Mueller/Getty Images)

Dominar ferramentas de inteligência artificial já influencia contratações, promoções e remuneração em diferentes setores da economia (Malte Mueller/Getty Images)

Publicado em 15 de julho de 2026 às 05h01.

Não é preciso ser desenvolvedor ou cientista de dados para disputar as vagas mais valorizadas do mercado. Cada vez mais, profissionais de áreas como marketing, finanças, recursos humanos, jurídico e comunicação estão descobrindo que dominar ferramentas de inteligência artificial pode representar uma vantagem competitiva na carreira — e também no salário.

A mudança acompanha um movimento observado em diferentes países. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que as competências relacionadas à inteligência artificial, análise de dados e alfabetização tecnológica estão entre as habilidades que mais ganharão importância até 2030.

Ao mesmo tempo, as empresas relatam dificuldade para encontrar profissionais capazes de integrar essas tecnologias aos processos de negócio.

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A IA virou uma habilidade, não uma profissão

Durante os primeiros anos da inteligência artificial generativa, o conhecimento sobre a tecnologia era visto como um diferencial de poucos especialistas. Hoje, esse cenário mudou.

Em vez de contratar apenas profissionais de tecnologia, empresas passaram a buscar pessoas que saibam utilizar ferramentas de IA para aumentar produtividade, automatizar tarefas repetitivas, analisar informações e apoiar a tomada de decisão.

Na prática, isso significa que um analista financeiro capaz de utilizar IA para interpretar relatórios pode entregar resultados mais rapidamente.

O mesmo acontece com profissionais de marketing que utilizam a tecnologia para criar campanhas, jornalistas que aceleram pesquisas ou equipes de recursos humanos que automatizam etapas do recrutamento.

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O prêmio salarial

A maior demanda por essas competências também começou a influenciar a remuneração.

Empresas têm criado cargos inéditos ligados à inteligência artificial, como especialista em governança de IA, auditor de modelos, engenheiro de prompts e responsável por implementação de soluções baseadas em IA.

Em outras situações, o cargo permanece o mesmo, mas profissionais que dominam essas ferramentas tornam-se mais competitivos em processos seletivos e promoções.

O movimento não está restrito às grandes empresas de tecnologia. Organizações dos setores financeiro, industrial, varejista e de serviços já incorporam inteligência artificial em suas operações e procuram colaboradores capazes de liderar essa transformação.

Um mercado em expansão

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a transformação do mercado de trabalho deverá resultar em um saldo líquido de 78 milhões de novos empregos até 2030.

Embora diversas funções tradicionais sejam substituídas ou remodeladas, novas ocupações surgem justamente para atender às demandas criadas pela digitalização e pela inteligência artificial.

Nesse contexto, cresce a procura por profissionais que combinem conhecimento técnico com habilidades humanas, como pensamento analítico, criatividade, resolução de problemas e capacidade de aprender continuamente.

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Como desenvolver essa competência

Especialistas apontam que dominar inteligência artificial vai muito além de aprender a escrever comandos para um chatbot.

O desenvolvimento passa por compreender as possibilidades e limitações da tecnologia, saber avaliar a qualidade das respostas, verificar informações produzidas pelos modelos e identificar quais tarefas realmente podem ser automatizadas.

Cursos de IA aplicada aos negócios, certificações em análise de dados e treinamentos específicos para cada área de atuação aparecem entre os caminhos mais procurados por profissionais que desejam se atualizar.

Mais do que acompanhar uma tendência tecnológica, investir nessas competências tornou-se uma estratégia de empregabilidade.

Em um mercado que valoriza produtividade e adaptação, saber trabalhar com inteligência artificial deixa de ser um diferencial e passa a ser um dos principais fatores para conquistar novas oportunidades — e salários mais competitivos.

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