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A próxima geração da inteligência artificial promete ir além dos chatbots e executar tarefas cada vez mais complexas (Figure AI/Reprodução)
Redatora
Publicado em 14 de julho de 2026 às 06h04.
Há pouco mais de dois anos, conversar com um chatbot era suficiente para impressionar. Hoje, o debate entre pesquisadores já não gira em torno de quem produz o melhor texto ou responde mais rápido.
A pergunta mudou: o que acontece quando a inteligência artificial deixa de apenas responder comandos e passa a executar tarefas inteiras de forma autônoma?
Essa é uma das principais tendências apontadas pelo AI Index Report, elaborado pelo Instituto de Inteligência Artificial Centrada no Humano (HAI), da Universidade Stanford.
O relatório mostra que a próxima geração de sistemas deve ir além da conversa por texto e combinar diferentes capacidades para atuar de forma mais independente.
Os chamados agentes de IA estão entre as tecnologias que mais despertam interesse. Diferentemente dos chatbots tradicionais, eles não apenas respondem perguntas: conseguem planejar etapas, utilizar diferentes ferramentas e executar tarefas completas com pouca intervenção humana.
Na prática, isso significa que um único sistema poderá pesquisar informações, comparar documentos, elaborar um relatório e enviá-lo automaticamente ao usuário, em vez de depender de comandos separados para cada etapa do processo.
Embora essa tecnologia ainda esteja em evolução, empresas de IA já investem em modelos capazes de assumir fluxos de trabalho mais complexos.
Outra tendência é a expansão da chamada IA multimodal. Em vez de trabalhar apenas com texto, esses sistemas conseguem interpretar simultaneamente imagens, vídeos, documentos, áudio e linguagem escrita.
Na prática, um usuário poderá enviar uma fotografia, fazer uma pergunta por voz e anexar um relatório em PDF para que a IA analise todas essas informações em conjunto antes de produzir uma resposta.
Essa capacidade amplia significativamente o número de aplicações em áreas como educação, saúde, engenharia, atendimento ao cliente e análise de documentos.
Os avanços em inteligência artificial também estão acelerando o desenvolvimento da robótica.
Se antes robôs dependiam de instruções altamente programadas para executar tarefas específicas, os modelos mais recentes começam a interpretar ambientes, reconhecer objetos e adaptar suas ações conforme o contexto.
Isso abre espaço para aplicações mais sofisticadas na indústria, logística, agricultura e assistência a pessoas, reduzindo a necessidade de programação detalhada para cada situação.
Outra mudança esperada envolve a integração entre diferentes ferramentas digitais.
Em vez de solicitar que uma IA escreva um texto e, depois, pedir separadamente que ela monte uma apresentação ou organize uma planilha, os próximos sistemas deverão reunir essas etapas em um único fluxo automatizado.
O objetivo é reduzir o número de intervenções humanas necessárias para concluir atividades administrativas, operacionais e analíticas.
Apesar dos avanços, especialistas destacam que a próxima fase da inteligência artificial não significa a substituição completa do trabalho humano.
O principal desafio continua sendo garantir que esses sistemas operem de forma segura, transparente e sob supervisão adequada.
Se os últimos anos ficaram marcados pelos chatbots conversacionais, a próxima etapa deve ser definida por sistemas capazes de compreender diferentes tipos de informação, tomar decisões limitadas e executar processos completos.