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A indústria de chips vive um novo boom. Entenda quanto esse mercado movimenta (Imagem gerada por IA/Exame)
Jornalista
Publicado em 28 de julho de 2026 às 14h23.
Os chips deixaram de ser apenas componentes presentes em computadores e smartphones. Hoje, eles são a infraestrutura que torna possível o avanço da inteligência artificial, dos data centers, dos carros autônomos e de diversas tecnologias digitais.
O crescimento acelerado da IA fez com que fabricantes de semicondutores passassem a ocupar posição estratégica na economia mundial. Empresas do setor alcançaram valorizações históricas, enquanto governos aumentaram investimentos para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Os semicondutores, conhecidos popularmente como chips, são componentes responsáveis pelo processamento de informações em praticamente todos os dispositivos eletrônicos.
Eles estão presentes em celulares, notebooks, servidores, equipamentos médicos, veículos, eletrodomésticos e sistemas industriais. Com a popularização da inteligência artificial, passaram também a desempenhar um papel central no treinamento e na execução de modelos de IA.
Isso acontece porque aplicações como chatbots, geração de imagens e análise de grandes volumes de dados exigem uma capacidade de processamento muito superior à de softwares tradicionais.
Segundo a consultoria Gartner, a receita mundial da indústria de semicondutores ultrapassou US$ 655 bilhões em 2025, impulsionada principalmente pela demanda por chips voltados à inteligência artificial.
Já a Semiconductor Industry Association (SIA) aponta que o setor continua registrando crescimento consistente, apoiado pela expansão dos data centers, da computação em nuvem e da digitalização da economia.
Além do faturamento anual, o mercado chama atenção pelo valor das empresas. A fabricante NVIDIA, por exemplo, tornou-se uma das companhias mais valiosas do mundo graças à forte procura por suas GPUs, processadores especializados em treinamento de modelos de IA.
O crescimento da inteligência artificial alterou completamente a dinâmica da indústria.
Antes, boa parte da demanda vinha da venda de computadores pessoais e smartphones. Hoje, os maiores compradores são empresas que operam grandes data centers, como provedores de computação em nuvem e desenvolvedores de modelos de IA.
Essas organizações precisam de milhares de chips trabalhando simultaneamente para treinar modelos capazes de compreender textos, gerar imagens, produzir códigos e realizar análises complexas.
Como consequência, fabricantes passaram a investir bilhões de dólares em novas fábricas, enquanto fornecedores de equipamentos e matérias-primas também ampliaram sua produção.
A cadeia global de semicondutores envolve dezenas de empresas especializadas em diferentes etapas da produção.
A TSMC> é líder mundial na fabricação sob encomenda e produz chips para diversas empresas de tecnologia.
Já a NVIDIA, AMD, Intel e Qualcomm desenvolvem processadores voltados para diferentes aplicações, desde computadores pessoais até inteligência artificial e dispositivos móveis.
Governos também ampliaram investimentos para fortalecer a produção nacional. Estados Unidos, União Europeia, China, Japão e Coreia do Sul anunciaram programas bilionários para incentivar novas fábricas e reduzir riscos de abastecimento.
As projeções das consultorias Gartner e IDC indicam que a demanda por chips continuará elevada, impulsionada pela expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem e da automação industrial.
Especialistas também apontam crescimento em segmentos como robótica, veículos autônomos, internet das coisas e dispositivos médicos inteligentes.
Isso significa que os semicondutores deverão permanecer entre os setores mais estratégicos da economia digital durante a próxima década.
O crescimento da indústria de chips mostra que a inteligência artificial depende de uma infraestrutura física extremamente sofisticada. Sem semicondutores de alto desempenho, aplicações modernas de IA simplesmente não conseguem operar em larga escala.
Para empresas, compreender essa cadeia ajuda a antecipar tendências tecnológicas e identificar oportunidades de investimento e inovação.
Para profissionais, acompanhar a evolução desse mercado significa entender uma das áreas que mais influenciam carreiras em tecnologia, negócios e transformação digital.