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Carrefour usa inteligência artificial para crescer nas vendas online

Digitalização valeu a pena e, no terceiro trimestre, as vendas do marketplace cresceram 61,7% em relação ao mesmo período de 2019

A pandemia do novo coronavírus forçou muitas empresas mais tradicionais a investir pesado em novas tecnologias a fim de compensar as perdas que aconteceram com o distanciamento social. Foi o caso da rede de supermercados Carrefour, que precisou adotar um ecossistema completo de varejo em nuvem para dar conta de todas as compras que os consumidores queriam fazer. Usando a tecnologia desenvolvida pela empresa de marketing NerdMonster, o supermercado cresceu em três meses, uma porcentagem equivalente a três anos, além de ter adicionado novos clientes a sua base --- das compras online, 60% são feitas por consumidores que ainda não haviam usado o e-commerce.

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"Com a mudança de comportamento do consumidor, na qual temos uma valorização da experiência compartilhada, é essencial capturar rapidamente o sentimento e necessidades dos nossos clientes", diz Luiz Souto, diretor de serviços dos consumidores do Carrefour Brasil. Souto também afirma que a participação dos canais online cresceu, e passou a representar 39% das vendas de eletrodomésticos realizadas pela varejista.

Por trás da novidade de inteligência artificial e nuvem está a companhia de marketing NerdMonster. Criada em agosto de 2015, a empresa tinha como objetivo de oferecer ao mercado varejista soluções de varejo digital. "Ou seja, plataformas que contribuem e auxiliam na transformação digital de operações varejistas mais tradicionais e físicas. O objetivo destas plataformas é trazer diferenciais competitivos antes restritos a operações nativamente digitais (como os e-commerces) mais habituadas na coleta, extração e análise de seus dados", afirma Claudio Roca, diretor-geral da NerdMonster Digital Retail.

A NerdMonster tem duas plataformas no mercado. A primeira delas é voltada às necessidades de pequenas e médias empresas, enquanto a outra foca em companhias maiores (como o Carrefour).

O objetivo é eliminar os intermediários e se tornar uma central única para o foco na análise de dados da empresa, viabilizando uma gestão focada em dados, com decisões mais assertivas baseadas neles. "Os dados não mentem. Por isso oferecemos ao varejista centenas de diferentes funcionalidades e indicativos de performance orientados e adequados às diferentes dores relacionadas a nova jornada de consumo, agora ainda mais digital", diz Roca. "A plataforma bm®️ enterprise mantém os dados da operação varejista atualizados em todos os canais digitais mais relevantes desta jornada e, por meio de suas diferentes ferramentas, permite que a empresa cuide e aprimore cinco áreas fundamentais deste novo cenário varejista mais digital: a Localização, a Informação, a Reputação, a Divulgação e a Conversão de todas as unidades da sua rede no ambiente digital."

Roca também acredita que a pandemia foi um ponto crucial para forçar as empresas na adaptação ao digital --- o que antes era opcional, de repente, se tornou obrigatório. "Por conta das limitações impostas pela pandemia, qualquer operação varejista se viu obrigada a atender uma maior demanda de consumo por meios digitais. Algumas redes se viram obrigadas a desengavetar projetos internos de transformação digital, modernizando-se 10, 15 anos em alguns poucos meses. Outros, mais preparados, apenas observaram um enorme crescimento no resultado de determinados canais digitais, que eram antes vistos como receitas marginais e emergentes, se tornarem fundamentais e mandatórios", afirma.

Com essa receita, não tinha outro jeito: o online precisava melhorar e se tornar ainda mais assertivo. "Devido a restrição de circulação e como atividade essencial, utilizamos a plataforma da NerdMonster para manter os consumidores atualizados em tempo real", diz Souto.

Além disso, também foi criada uma agente virtual chamada de CARINA (sigla para Carrefour Inteligência Artificial) que, por meio do WhatsApp, ajuda o usuário a encontrar o endereço de uma loja, rastrear os pedidos do e-commerce ou até mesmo a obter a segunda via de cartões da marca. A CARINA também consegue, direto do celular, divulgar promoções aos usuários --- no maior estilo de panfletos de mercado.

A solução trouxe bons resultados para o Carrefour. Segundo Souto, o site da varejista foi o sétimo de e-commerce mais acessado em julho. "Para nós, isso foi um avanço significativo. Em 2016, quando surgimos no digital, ocupávamos a 46ª posição", diz .

E toda a digitalização deu resultado. No segundo trimestre do ano o lucro do Carrefour disparou em 75%, com o total de 713 milhões de reais de abril a junho, quando comparados aos 408 milhões de reais no mesmo período de 2019. O comércio eletrônico total, à época, disparou 94% ano a ano, para 918 milhões de reais. Só as vendas online de alimentos saltaram 377% entre abril e junho, uma vez que as medidas de distanciamento e as quarentenas impulsionaram as compras feitas pela internet. Já os resultados do terceiro trimestre, divulgados nesta terça-feira, 27, mostraram uma alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2019 e as vendas do marketplace cresceram 61,7%, representando 21,6% do GMV total no terceiro trimestre

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