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Zelensky diz que está disposto a aceitar novas medidas de desescalada

Presidente da Ucrânia afirma apoiar propostas dos EUA, mas acusa Rússia de intensificar ataques

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 15h59.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira, 3, que está disposto a aceitar novas medidas de desescalada do conflito nos encontros com representantes dos Estados Unidos e da Rússia, previstos para esta quarta e quinta-feira em Abu Dhabi.

Segundo Zelensky, a Ucrânia apoiará qualquer iniciativa de desescalada que seja apresentada pelo governo americano. A declaração foi feita durante entrevista coletiva ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que visitou Kiev nesta terça-feira.

O presidente ucraniano classificou como “muito razoável” a proposta de trégua formulada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aceita pelo seu homólogo russo.

Apesar disso, Zelensky acusou Moscou de usar a interrupção dos ataques para acumular mísseis e drones. Segundo ele, a Rússia lançou nesta terça-feira, em meio ao pico do frio invernal na Ucrânia, um número recorde de mísseis balísticos, direcionados principalmente contra infraestruturas energéticas.

Rutte classificou o ataque russo como um “péssimo sinal” para a paz e afirmou que trabalhará para ampliar a contribuição dos países da Aliança no reforço das defesas aéreas ucranianas.

Os dois líderes destacaram a importância dos mísseis e sistemas Patriot, considerados os únicos capazes de interceptar mísseis balísticos russos. O secretário-geral da Otan anunciou uma reunião da coalizão de países que auxiliam militarmente a Ucrânia para a próxima semana, com foco na obtenção de novos sistemas Patriot para Kiev.

Segundo Rutte, cerca de dois terços dos países da Otan já contribuem financeiramente para a iniciativa que permite a compra de mísseis Patriot e outros sistemas de armamento dos Estados Unidos para reforçar o Exército ucraniano. Ele também enfatizou a necessidade de que as ajudas prometidas cheguem a Kiev com a maior rapidez possível.

*Com informações da EFE

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