Tecnologia

Rejuvenecimento de óvulos pode aumentar chance de gravidez em mulheres após os 35

Pesquisa alemã mostra que injeção de proteína reduz pela metade defeitos genéticos em óvulos de mulheres acima de meia idade

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 16h46.

Última atualização em 9 de janeiro de 2026 às 16h59.

 

Cientistas afirmam ter rejuvenescido óvulos humanos pela primeira vez, com uma técnica que pode aumentar significativamente as taxas de sucesso da fertilização in vitro em mulheres mais velhas.

A descoberta, apresentada nesta semana por pesquisadores da Alemanha, sugere que um defeito comum relacionado à idade, responsável por erros genéticos nos embriões, pode ser revertido com a adição de uma única proteína.

O estudo, conduzido pelo Instituto Max Planck, mostrou que óvulos tratados com microinjeções da proteína Shugoshin 1, que age como uma espécie de "cola genética", apresentaram quase metade das falhas cromossômicas em comparação com óvulos não tratados. Entre as mulheres com mais de 35 anos, os defeitos genéticos caíram de 65% para 44% após o tratamento, embora essa parte do resultado ainda não seja considerada estatisticamente conclusiva.

A queda na qualidade dos óvulos é hoje o principal fator de falhas em tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, conhecida pela sigla FIV. Dados do Reino Unido mostram que a taxa média de nascimento por embrião implantado cai de 35% em mulheres abaixo dos 35 anos para apenas 5% entre 43 e 44 anos.

O método desenvolvido se concentra em corrigir um problema no processo de meiose, fase em que as células reprodutivas (óvulo e espermatozoide) perdem metade de seu material genético para formar um embrião saudável.

Com o envelhecimento, os cromossomos dos óvulos tendem a se desalinhar ou se separar de forma incorreta, gerando embriões com excesso ou falta de cromossomos, fator associado a abortos espontâneos e condições como a síndrome de Down.

A técnica não pretende ampliar a fertilidade para além da menopausa, quando não há mais óvulos disponíveis, mas pode beneficiar pacientes que ainda produzem óvulos de baixa qualidade.

Acompanhe tudo sobre:GravidezPesquisaMulheres

Mais de Tecnologia

John Ternus, o discreto nome que pode assumir a Apple

China lidera envios globais de robôs humanoides em 2025

Google leva recursos do Gemini ao Gmail e aposta em caixa de entrada guiada por IA

Aposta na saída de Maduro revela zona cinzenta dos mercados de previsão da Polymarket e Kalshi