Flávio vs Lula: Outros 5% declaram voto branco ou nulo, e 3% não sabem ou não responderam (Divulgação/Exame)
Repórter de ESG
Publicado em 10 de outubro de 2026 às 11h22.
Flávio Bolsonaro tem 49% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, ante 44% de Lula, segundo a pesquisa Tracking da Campanha, do Ipespe/Abrapel. Em votos válidos, os percentuais são 52,7% e 47,3%, cálculo que o levantamento classifica como exercício. Foram ouvidas 1.500 pessoas entre 6 e 8 de outubro de 2026, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, contra 44% de Lula, segundo a primeira rodada do Tracking da Campanha do Ipespe/Abrapel. Outros 5% dizem que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.
Considerando apenas os votos válidos — cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos —, Flávio tem 52,7%, ante 47,3% de Lula, uma diferença de 5,4 pontos percentuais. O próprio levantamento ressalva que essa conversão é um exercício, já que eleitores que hoje declaram voto branco, nulo ou estão indecisos não necessariamente se comportarão da mesma forma que os já decididos.
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre 6 e 8 de outubro de 2026 e tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais. No primeiro turno, segundo os números apresentados pelo instituto, Flávio havia obtido 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Flávio marca 48% e Lula, 43%. Entre os eleitores que declaram máxima possibilidade de comparecer às urnas, os percentuais chegam a 50% para Flávio e 45% para Lula — ou 53% a 47% quando considerados apenas os votos válidos.
Os dados do Ipespe mostram diferenças relevantes no perfil dos eleitorados. Entre os homens, Flávio Bolsonaro tem 53%, contra 38% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: Lula registra 49%, ante 44% de Flávio.
O ex-senador também aparece à frente entre eleitores com ensino médio, por 53% a 39%, e entre aqueles com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, por 55% a 37%. Entre os evangélicos, a vantagem é de 61% a 30%.
Lula, por sua vez, lidera entre pessoas com ensino fundamental, por 51% a 41%, e entre famílias com renda de até dois salários mínimos, por 51% a 40%.
A divisão também aparece no recorte regional. Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde chega a 63%, contra 29% de Flávio. O adversário lidera no Sul, por 63% a 30%; no Norte e Centro-Oeste, por 59% a 33%; e no Sudeste, por 52% a 40%.
A pesquisa aponta que 33% dos entrevistados se identificam com a direita — 23% como direita não bolsonarista e 10% como bolsonaristas. Outros 25% se dizem de esquerda, divididos entre 12% de lulistas e 13% de esquerda não lulista.
O maior grupo, no entanto, é formado pelos que se declaram independentes, com 37% da amostra. Entre eles, há empate: 44% dizem votar em Flávio e 44%, em Lula.
Os dois candidatos também mantêm praticamente intactos seus eleitorados do primeiro turno. Entre quem afirma ter votado em Flávio, 97% pretende repetir a escolha. O mesmo percentual aparece entre os que dizem ter votado em Lula.
Entre os eleitores que afirmam ter escolhido Augusto Cury no primeiro turno, 50% migram para Flávio e 29% para Lula. Entre os que declaram voto anterior em Ronaldo Caiado, são 56% para Flávio e 15% para Lula. O Ipespe ressalta, porém, que esses grupos são pequenos dentro da amostra e que as diferenças devem ser interpretadas com cautela.
Quando questionados sobre a probabilidade de votar em cada candidato, 47% dizem que certamente votariam em Flávio Bolsonaro, e outros 5% afirmam que poderiam votar nele. Ao mesmo tempo, 46% dizem que não votariam no candidato de jeito nenhum.
Para Lula, 43% afirmam ter certeza do voto e 5% admitem a possibilidade de escolhê-lo. A parcela que diz não votar no presidente em nenhuma hipótese chega a 49%.
O levantamento também mediu a disposição para comparecer às urnas. Ao todo, 88% dos entrevistados assinalaram a possibilidade máxima de comparecimento no dia 25 de outubro. Dentro desse grupo, Flávio tem 51% das intenções, contra 45% de Lula.
O instituto ressalta que o recorte não representa uma projeção de comparecimento efetivo, mas indica as preferências entre quem declara maior disposição para votar.
O desejo de mudança aparece como uma das principais características do eleitorado nesta rodada. Segundo o levantamento, 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país.
Desses, 37% defendem uma mudança total do trabalho que vem sendo feito, enquanto 42% querem mudar apenas o que consideram negativo. Outros 18% preferem a continuidade.
Eleitor de Lula voltou? Vox Brasil explica avanço após vantagem de Flávio no 1º turnoEntre quem deseja mudança completa, 81% votam em Flávio Bolsonaro e 11% em Lula. Já entre os que defendem mudanças apenas em alguns pontos, a disputa é mais equilibrada: Lula tem 49% e Flávio, 42%.
Quando a pergunta é sobre qual candidato tem mais condições de realizar as mudanças consideradas necessárias, Flávio marca 50%, contra 42% de Lula.
A pesquisa também perguntou quais assuntos foram mais considerados na escolha do voto no primeiro turno.
De forma isolada, corrupção e crise no STF aparecem em primeiro lugar, citadas por 24% dos entrevistados. Em seguida vêm economia, emprego e preços elevados, com 17%, e saúde e educação, com 12%.
O Ipespe, porém, agrupa diferentes temas ligados à economia: economia, emprego e preços, com 17%; fim da escala 6x1, com 5%; fim das bets, também com 5%; e aumento do Bolsa Família, com 3%. Juntos, esses itens somam 30%.
As prioridades também mudam conforme o candidato escolhido. Entre os eleitores de Flávio, corrupção e crise no STF são mencionadas por 41%, enquanto economia, emprego e preços aparecem com 23%.
Entre os eleitores de Lula, saúde e educação lideram, com 19%. Soberania nacional e atitudes de Trump aparecem com 13%; economia, emprego e preços, com 11%; fim da escala 6x1, também com 11%; e fim das bets, com 10%.
A situação econômica do país é avaliada como ruim ou péssima por 53% dos entrevistados. Outros 28% a classificam como regular, enquanto 18% dizem que está ótima ou boa.
A avaliação sobre as próprias finanças é menos negativa. Quarenta por cento consideram positiva a situação econômica pessoal e familiar, 45% a classificam como regular e 13% fazem uma avaliação negativa.
Lula x Flávio Bolsonaro: o que as últimas eleições mostram sobre as primeiras pesquisas de 2º turnoApesar da percepção sobre o momento atual, 68% esperam que a economia brasileira melhore no próximo ano. Outros 9% acreditam que permanecerá igual e 8% esperam piora.
A expectativa varia conforme a intenção de voto. Entre os eleitores de Flávio, 79% dizem acreditar em melhora. Entre os de Lula, são 60%.
O levantamento registra ainda 50% de desaprovação e 43% de aprovação ao governo Lula. Na avaliação retrospectiva apresentada pela pesquisa sobre o governo Jair Bolsonaro, 50% desaprovam e 44% aprovam.
A esperança é o sentimento mais associado à eleição, mencionada por 45% dos entrevistados. O medo aparece em segundo lugar, com 14%.
Os percentuais mudam de acordo com o voto. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 61% citam esperança, enquanto 6% mencionam medo. Entre os eleitores de Lula, 33% escolhem esperança e 23%, medo.
Desânimo ou cansaço aparecem com 7% no total, mesmo percentual de orgulho. Raiva ou indignação e alegria registram 6% cada.
O Ipespe também perguntou qual candidato havia se saído melhor em diferentes canais de comunicação durante o primeiro turno.
Flávio aparece à frente nas quatro modalidades avaliadas. Nas redes sociais, 47% dizem que ele apresentou a melhor campanha, contra 32% para Lula. Nas conversas de WhatsApp, o placar é de 44% a 30%.
Na TV e no rádio, Flávio registra 43%, ante 34% de Lula. Já nas entrevistas para a televisão, os percentuais são de 45% e 37%, respectivamente.
A pesquisa foi concluída em 8 de outubro, antes do início da campanha do segundo turno, em 9 de outubro.
Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula, segundo o Tracking da Campanha do Ipespe/Abrapel. Outros 5% declaram voto branco ou nulo, e 3% não sabem ou não responderam.
Flávio Bolsonaro tem 52,7% dos votos válidos, ante 47,3% de Lula, uma diferença de 5,4 pontos percentuais, segundo o levantamento. O Ipespe ressalva que a conversão é apenas um exercício, pois brancos, nulos e indecisos podem mudar de comportamento.
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre 6 e 8 de outubro de 2026. A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais.
Segundo o Ipespe, Flávio Bolsonaro lidera entre homens, evangélicos, eleitores com ensino médio e pessoas com renda familiar de dois a cinco salários mínimos. Lula está à frente entre mulheres, pessoas com ensino fundamental e famílias com renda de até dois salários mínimos.
Flávio Bolsonaro e Lula têm 44% cada entre os independentes, grupo que representa 37% da amostra, segundo a pesquisa. O levantamento também aponta que ambos preservam 97% dos eleitores que declaram ter votado neles no primeiro turno.
Corrupção e crise no STF foram o tema isolado mais citado, com 24%, segundo o Ipespe. Quando assuntos econômicos como emprego, preços, escala 6x1, bets e Bolsa Família são agrupados, a economia soma 30%.