Itaú making of: vídeo mostra como todos os processos da campanha foram construídos por profissionais humanos (Reprodução/Youtube)
Repórter de Marketing
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 11h58.
Uma onda sonora criada com a ajuda de peças de vidro e plástico. A trilha sonora gravada com instrumentos acústicos. Esses são alguns dos elementos que o Itaú Unibanco decidiu destacar em um vídeo de making of sobre a sua mais recente campanha, "ia.i", que anunciou ao mercado a nova experiência conversacional baseada em inteligência artificial generativa desenvolvida pelo banco.
Criado pela Africa Creative e dirigido por Jones Ricardo, o making of mostra que, embora a campanha seja sobre IA, todos os processos foram construídos fisicamente por profissionais humanos.
Um dos exemplos está na própria representação da voz da ia.i. A onda sonora exibida durante o filme foi produzida por uma estrutura de vidro e plástico iluminada por luzes laranjas e posicionada diante da câmera. O efeito foi registrado diretamente durante a filmagem.
"Um dos cuidados centrais deste projeto foi alinhar forma e mensagem. A ia.i nasce do encontro entre tecnologia, conhecimento financeiro e uma leitura profunda dos nossos clientes. E contar essa história apenas com os códigos visuais tradicionais de inovação seria raso demais", avalia Juliana Cury, CMO do Itaú Unibanco, em conversa com a EXAME.
Segundo Cury, a companhia buscou uma narrativa com decisões visuais que colocassem o trabalho humano no centro. A trilha sonora, por exemplo, foi produzida pela Kora Records, com direção musical de Gab Soster e André Abujamra. A gravação foi feita em fita, com instrumentos acústicos e sem síntese digital.
"Optamos por imagens captadas em película, cenários construídos fisicamente para as filmagens e uma trilha sonora gravada de forma analógica: a própria execução da campanha precisava refletir a ideia por trás da ia.i", conta a executiva.
O filme de making of também dá continuidade a uma estratégia de comunicação que começou antes do lançamento da ferramenta. Há semanas, o Itaú vinha explorando as letras “I” e “A” presentes em seu logo em fachadas de agências, redes sociais e inserções em transmissões esportivas.
Agora, a campanha transforma “ia.i” em uma expressão próxima da conversa cotidiana. O nome é um acrônimo para Inteligência Artificial Itaú, mas também remete foneticamente a “e aí?”, uma maneira informal de iniciar uma conversa.
A escolha, segundo Cury, ajuda a sustentar outro ponto da estratégia: a inteligência artificial não aparece como uma tecnologia isolada, mas como uma nova interface para uma relação que o banco pretende tornar mais simples e contextualizada.
"No fim, a campanha virou uma extensão do que acreditamos como marca: que o futuro das experiências não se define só pela evolução tecnológica, mas pela capacidade de torná-la mais relevante para a vida das pessoas", conclui.