Patrocínio:
Da esquerda para a direita: Thiago Weizenmann, Renato Muniz (CEO), Sharles Nezello e Higor Nezello, da Juistreet (Joao Neto/Divulgação)
Editor da Região Sul
Publicado em 14 de abril de 2026 às 14h59.
Há algo de muito simbólico quando uma marca nascida no litoral de Santa Catarina cresce ao mesmo tempo em que se conecta ao surfe — não apenas como estética, mas como cultura, disciplina e estilo de vida. No caso da Juistreet, essa convergência deixa de ser narrativa de marketing para se tornar estratégia de negócio.
A empresa encerrou 2025 com um duplo marco: atingiu 40 unidades franqueadas em apenas dois anos de franchising e consolidou faturamento de R$ 65 milhões. Mais do que números, trata-se da validação de um modelo que soube ler cedo um movimento maior: o consumo deixou de ser apenas funcional e passou a ser identitário.
O desempenho de dezembro funciona quase como uma fotografia desse fenômeno. Em média, a rede cresceu 39,3% no mês. Em Balneário Camboriú, a unidade da Avenida Brasil avançou 84,2%; no BC Shopping, a alta foi de 49%.
Em Florianópolis, o Campeche cresceu 40,5%. Já na Praia Brava, em Itajaí — onde o lifestyle encontra uma de suas expressões mais evidentes — a flagship registrou novo recorde, com avanço de 20,3%. Não é coincidência. É geografia de marca.
Porque o que a Juistreet construiu vai além do conceito de “healthy fast food”. A marca opera na interseção entre alimentação, comportamento e pertencimento. O suco de laranja, nesse contexto, deixa de ser commodity. Vira símbolo — de rotina, de autocuidado e de pertencimento a uma tribo urbana que valoriza performance, bem-estar e estética.É aí que o surfe entra como elemento estruturante, não acessório.
A aproximação com Alejo Muniz materializa essa lógica. Ídolo da chamada Brazilian Storm, o atleta vive seu último ciclo competitivo no Championship Tour da World Surf League, ao mesmo tempo em que redesenha o próprio futuro — movimento que dialoga diretamente com o momento vivido pela marca. Ambos estão em transição. E em expansão.
Os surfistas Valentina Zanoni e Alejo Muniz (Divulgação/Divulgação)
Aos 36 anos, Alejo começa a deslocar sua atuação da performance para o legado: mentoria, formação de novos talentos e impacto social.
Do outro lado, a Juistreet amplia seu raio de ação: quer sair das atuais 40 unidades para 300 em dois anos, com projeção de R$ 212 milhões em 2027 e mais de R$ 480 milhões até 2030.O ponto de encontro entre essas duas trajetórias está em algo menos tangível do que faturamento: narrativa.
Porque o surfe, diferentemente de outros esportes, não se sustenta apenas em resultados. Ele carrega valores — disciplina, repetição, leitura de ambiente e resiliência diante do imprevisível. Exatamente os mesmos atributos exigidos de uma rede em expansão acelerada.
Quando Renato Muniz fala sobre a conexão com a Geração Z, não está apenas descrevendo um público. Está apontando para uma mudança estrutural: consumidores mais jovens não compram apenas produtos, mas códigos culturais.E poucos códigos são tão poderosos quanto o surfe.
É nesse contexto que surge a ponte entre gerações, representada pela mentoria de Alejo Muniz à jovem promessa Valentina Zanoni. De um lado, a experiência acumulada em mais de uma década no circuito mundial. De outro, um talento em formação. No meio, a marca.
Mais do que patrocínio, a Juistreet se posiciona como plataforma de conexão — entre atletas, entre públicos, entre momentos de vida. O movimento é sofisticado: transforma branding em ecossistema.
A história da empresa ajuda a explicar essa consistência. Criada por Thiago Weizenmann, após uma década imerso no lifestyle australiano, e desenvolvida ao lado de Higor Nezello e Sharles Nezello, a marca nasceu de um insight simples: transformar suco em marca desejada.Funcionou.
Hoje, com investimento inicial a partir de R$ 200 mil e payback estimado em até 24 meses, a rede atrai franqueados que buscam mais do que retorno financeiro. Buscam participar de uma narrativa em construção.Talvez por isso o dado mais relevante não esteja no faturamento nem no número de unidades. Mas no fato de que, ao crescer, a Juistreet não se descaracterizou. Pelo contrário: ficou ainda mais parecida consigo mesma.
E, no fim, essa é uma lógica que o surfe entende melhor do que qualquer planilha: não vence quem força a onda, mas quem sabe ler o tempo certo de entrar nela.