Taynaah Reis: Web 5? E agora?

Depois do surgimento do conceito de Web 3, considerada por muitos a nova fase da internet, o criador do Twitter apresenta a Web 5. Entenda o que isso significa
Jack Dorsey é o criador do Twitter e um conhecido entusiasta do bitcoin (Yuichiro Chino/Getty Images)
Jack Dorsey é o criador do Twitter e um conhecido entusiasta do bitcoin (Yuichiro Chino/Getty Images)
Por Taynaah ReisPublicado em 18/06/2022 10:00 | Última atualização em 15/06/2022 14:07Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Por Taynaah Reis*

Muitos ainda estão tentando a entender a Web3, e agora a Web 5 foi revelada.

Recentemente, a empresa TBD, subsidiária da Block, do Jack Dorsey, fundador do Twitter, divulgou alguns pedaços de seu plano para criar uma experiência na web descentralizada, livre de censura e focada em identidade.

A TBD acredita que a evolução da internet coloca “os indivíduos no centro”. Na primeira versão da web, a maior parte do conteúdo era HTML estático, exceto para fóruns e protocolos de bate-papo. A evolução das mídias sociais levou ao que é conhecido como web2 e permitiu que os usuários interagissem com aplicativos centralizados como o Facebook. Twitter e MySpace para criar seu próprio conteúdo e compartilhar informações em tempo real.

Com a invenção do bitcoin e do blockchain, o mundo agora está se movendo para a web3, que se concentra em aplicativos descentralizados e conteúdo tokenizados para proteger dados e as identidades dos usuários. Embora a web3 ainda não tenha se estabelecido como a tecnologia dominante da internet, Jack Dorsey acredita que já é hora de uma mudança.

Essa mudança vem do que ele chama de web5, que será construído em cima do Bitcoin, onde os dados são armazenados com o usuário, não com o aplicativo. Ele está dizendo todas as palavras-chave certas: dados auto-soberanos, identidade descentralizada, etc. Segundo a TBD, Web5 é a solução para a equação Web2 + Web3. Para ele, é a fusão de web2 e web3 que cria a web5 para aqueles confusos sobre onde a Web4 foi.

(Mynt/Divulgação)

Precisamos ser cautelosos com as tendências. A verdadeira inovação da Web3 será uma economia criadora. A Web3 será construída com base em dados dinâmicos, as informações estarão em fluxo constante à medida que os usuários se engajam no sistema e os criadores constroem dentro de uma plataforma viva.

As marcas precisarão encontrar criadores que melhor representem sua visão de mundo e integrá-los como personagens em sua história do metaverso. Até que haja um metaverso aberto, ele terá que ser em ecossistemas 3D independentes com uma narrativa experiencial incrível ou conectado a espaços preexistentes dentro do sistema da plataforma. Isso tudo levará tempo.

Felizmente, os melhores exemplos para estudar já estão por aí, vivendo e respirando os fandoms que amamos de Star Wars a Pokémon. Essas comunidades dinâmicas são conectadas a seus vários nós de mídia para manter o sistema em funcionamento.

Começar a construir um fandom como esse do zero é uma tarefa complexa, mas como qualquer grande história, o primeiro passo sempre vem de um lugar genuíno. Um lugar onde o criador também é fã do mundo que está construindo. Há um futuro que devemos construir juntos, onde o consumidor também é o criador que às vezes conhece o valor de uma marca mais do que a marca.

A Web3 não está aqui do jeito que os evangelistas querem que acreditemos. Neste momento, as pessoas estão semeando ideias e lançando as bases para algo grande. Você vê os investimentos, anúncios, colaborações, painéis, estudos de consultorias, pessoas deixando empregos estáveis, etc.

A grande incógnita é como todas as diferentes ideias, culturas e visões se unirão de forma coesa representando as melhores partes humanidade. Seja web 3, web 5 ou web 500, vamos nos concentrar na solução de problemas e na bagagem criada pela velha economia. Inventar terminologias não cria valor, resolver problemas sim.

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