Sam Bankman-Fried, founder and chief executive officer of FTX Cryptocurrency Derivatives Exchange, during an interview on an episode of Bloomberg Wealth with David Rubenstein in New York, US, on Wednesday, Aug 17, 2022. Crypto exchange FTX US is expanding its no-fee stock trading service to all US users, including non-crypto investors, in a move to expand its customer base and increase assets under custody. Photographer: Jeenah Moon/Bloomberg via Getty Images (Bloomberg/Getty Images)
Editor do Future of Money
Publicado em 23 de abril de 2026 às 17h50.
O fundador da corretora de criptoativos FTX, Sam Bankman-Fried, poderia ser dono de um império de US$ 114 bilhões hoje, mas foi obrigado a vender a maior parte dos investimentos da sua empresa depois do colapso da exchange.
A descoberta foi divulgada pelo perfil Watcher.Guru, que postou a carteira do empresário. As escolhas de investimento impressionam pela visão de negócios que demonstram, apesar da gestão fraudulenta que Bankman-Fried teve no comando da corretora.
Em março de 2024, o empresário foi condenado a 25 anos de prisão pela fraude contra clientes e investidores. Na época, a Justiça determinou o bloqueio de US$ 11,2 bilhões de sua conta e a empresa teve que vender seus ativos para pagar a dívida com seus credores.
Confira abaixo a carteira da FTX e quanto cada ativo teria multiplicado seu valor caso o empresário não os tivesse vendido:
Em 2022, quando a Alameda Research, fundo de hedge ligado à FTX, investiu na Cursor, era apenas uma pequena startup voltada ao desenvolvimento desta incipiente tecnologia chamada inteligência artificial.
Hoje, a companhia é uma das maiores do segmento, e o aporte de US$ 200 mil que a empresa de Bankman-Fried fez teria se transformado em US$ 3 bilhões. Ou seja, o capital do fundo teria se multiplicado por 15 mil não fosse a necessidade de cobrir o rombo provocado pela fraude.
Outra empresa de IA na carteira, a Antropic é mundialmente famosa pelo agente Claude, que impressionou o mundo todo em 2026.
No começo da década, Bankman-Fried comprou uma participação de 8% na empresa por US$ 500 milhões. Se não tivesse vendido por US$ 1,3 bilhão em 2024, essa fatia valeria US$ 80 bilhões.
As entidades controladas por Bankman-Fried também possuíam por volta de US$ 200 milhões na companhia aeroespacial de Elon Musk. Hoje, esse valor teria se tornado US$ 15 bilhões.
As ligações da FTX com a blockchain Solana e seu token homônimo são conhecidas, e foram responsáveis pela forte queda da criptomoeda entre o final de 2022 e a metade de 2023.
Contudo, o token se recuperou com uma alta vertitoken se recuperou com uma alta vertiginosa depois. Os US$ 189 milhões na moeda digital teriam se transformado em US$ 5,1 bilhões.
No mercado financeiro tradicional, a FTX possuía US$ 612,5 milhões na corretora voltada a pessoas físicas Robinhood. O investimento valeria US$ 4,9 bilhões em 2026.
Por fim, o investimento menos bem sucedido da lista teria simplesmente triplicado de valor caso fosse mantido pelas organizações FTX. Na companhia do setor de criptomoedas, a participação das empresas de Bankman-Fried era de US$ 1,17 bilhão, que hoje seriam US$ 3,5 bilhões.
Nas redes sociais, usuários lembraram que parte desses investimentos foram feitos com dinheiro que os clientes da FTX depositaram e acabaram entrando na confusão patrimonial entre a corretora e a Alameda Research.
Nas palavras do usuário Chris McCarthy, “nada disso era dinheiro dele”.
A FTX, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, entrou em colapso em novembro de 2022 após revelações de má gestão e uso indevido de recursos de clientes.
A empresa utilizava depósitos de usuários para cobrir perdas da Alameda Research, seu braço de investimentos.
Quando a situação veio à tona, houve uma corrida por saques que a corretora não conseguiu honrar, levando ao pedido de falência. O caso desencadeou investigações, processos judiciais e marcou um dos maiores escândalos da história do mercado cripto.
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