Future of Money

Morgan Stanley:novas medidas de bancos centrais enfraquecem mercado cripto

Para o banco, a redução nos estímulos à economia por parte de bancos centrais em todo o mundo pode enfraquecer os mercados de criptomoedas

Sentimento de investidores passou a ficar menos otimista desde o final do último ano (Mario Tama/Getty Images)

Sentimento de investidores passou a ficar menos otimista desde o final do último ano (Mario Tama/Getty Images)

Coindesk

Coindesk

Publicado em 18 de janeiro de 2022 às 15h08.

Última atualização em 21 de janeiro de 2022 às 11h20.

As baixas taxas de juros, a expansão dos balanços dos bancos centrais e os estímulos governamentais foram todos “motores de altas exponencias nos preços de criptomoedas” nos últimos dois anos, segundo o Morgan Stanley em uma nota feita por sua equipe de research.

Os mercados de criptomoedas alavancados agora estão se enfraquecendo à medida que o Federal Reserve dos EUA e outros bancos centrais de todo o mundo procuram desacelerar a expansão de seus balanços e preparar os mercados para aumentos nas taxas de juros, escreveu a head de research de criptomoedas do banco, Sheena Shah, em um relatório publicado na semana passada.

O sentimento dos investidores de varejo nas mídias sociais também passou a ficar menos otimista desde o final do último ano. O recente movimento de queda nos preços também contribuiu para um sentimento pessimista, afirmou o banco.

O Morgan Stanley observa que a capitalização de mercado do bitcoin acompanha o crescimento da oferta global de dinheiro desde o final de 2013.

A mudança anual na oferta monetária a nível mundial atingiu o pico em fevereiro de 2021, enquanto a taxa de crescimento anual do bitcoin atingiu o pico um mês depois, em março, o que o banco não vê como coincidência.

O uso da criptomoeda como veículo de pagamento/troca de valor é o que deve impulsionar sua valorização no longo prazo. No entanto, o mercado tem negociado a maioria das criptomoedas como ativos de risco especulativo, conforme evidenciado pela correlação entre bitcoin e mercados de ações nos últimos seis meses, afirma o relatório.

A IntoTheBlock afirmou na última semana que a correlação do bitcoin com a oferta de dinheiro M1 (base monetária) subiu para 0,77, sugerindo uma forte relação estatística entre os dois.

Texto traduzido por Mariana Maria Silva e republicado com autorização da Coindesk

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | Twitter | YouTube | Telegram | Tik Tok

Acompanhe tudo sobre:BlockchainCriptoativosCriptomoedasEXAME-no-InstagramFed – Federal Reserve SystemMorgan Stanley

Mais de Future of Money

ETF de Ethereum: o que é, como investir e quais os efeitos no preço da criptomoeda

Americano que se mudou para El Salvador para ser 1º cidadão da 'Cidade Bitcoin' deixa o país

JPMorgan: altas do bitcoin no curto prazo provavelmente serão temporárias

Bitcoin e Ethereum sobem após estreia de ETFs nos EUA, com inflação e juros no radar

Mais na Exame