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Líder da oposição da Venezuela já defendeu reserva nacional de bitcoin: 'Queremos abraçá-lo'

María Corina Machado afirmou que país deveria criar uma reserva estratégica de bitcoin e elogiou criptomoeda

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 17h31.

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Em meio às tensões e incertezas políticas na Venezuela, a possibilidade da oposição do país assumir o governo após novas eleições animou defensores do bitcoin. O motivo é que María Corina Machado, principal nome oposicionista, já defendeu a criptomoeda no passado e afirmou que o governo deveria criar uma reserva nacional do ativo.

Os comentários de Machado foram compartilhados durante uma entrevista para a Bitcoin Magazine em setembro de 2024, mas voltaram a circular nas redes sociais após a operação dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro e na sinalização de novas eleições presidenciais.

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À época, Machado associou a expansão da criptomoeda na Venezuela à inflação intensa enfrentada pelo país. "Desde 2016, a inflação acumulada ultrapassou 8 milhões por cento, forçando milhões de venezuelanos a fugir do país. Essa repressão financeira, enraizada em saques, roubos e impressão desenfreada de dinheiro patrocinados pelo Estado, ocorreu apesar de nossos vastos recursos naturais e de um boom no preço do petróleo".

"Além de destruir a moeda, o regime instrumentalizou o sistema financeiro contra seu povo, congelando contas, confiscando bens e cortando serviços. Nossa campanha opera neste momento sem acesso a serviços bancários, isolados, mas firmes em nossa luta por mudanças", comentou Machado.

A política acabaria sendo barrada de concorrer na eleição daquele ano e passou a ser perseguida pelo governo venezuelano desde então. Recentemente, o presidente Donald Trump sinalizou que os EUA preferem manter relações com a vice-presidente do país, Delcy Rodriguez, ao invés de apoiar de imediato um novo governo de oposição.

Bitcoin na Venezuela

Em relação ao bitcoin, Machado comentou que "alguns venezuelanos encontraram no bitcoin uma tábua de salvação durante a hiperinflação, usando-o para proteger seu patrimônio e financiar fugas. Hoje, o bitcoin contorna as taxas de câmbio impostas pelo governo e, assim, ajuda muitas pessoas do nosso povo. Ele evoluiu de uma ferramenta humanitária para um meio vital de resistência".

"Somos gratos pela tábua de salvação que o bitcoin proporciona e ansiamos por adotá-lo em uma nova Venezuela democrática. Imaginamos o bitcoin como parte de nossas reservas nacionais, ajudando a reconstruir o que a ditadura roubou", disse.

A líder da oposição e vencedora do Nobel da Paz em 2025 afirmou ainda que "antes de nossas reservas de ouro serem saqueadas, a Venezuela possuía reservas financeiras substanciais em todo o mundo. Restauraremos essas reservas e incluiremos o bitcoin como um componente fundamental. A única maneira de ajudar os mais pobres da Venezuela é garantindo direitos de propriedade, baixa inflação, igualdade de acesso a oportunidades e transparência governamental".

Os comentários de María Corina Machado indicam que, em caso de vitória em possíveis eleições futuras na Venezuela, o bitcoin poderá ser adotado como ativo oficial de reserva, seguindo o caminho de nações como El Salvador e os Estados Unidos.

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