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JPMorgan: bitcoin é mais atrativo que o ouro no longo prazo

Banco avalia que o ajuste recente tornou o bitcoin mais interessante que o ouro sob a ótica ajustada ao risco

JPMorgan: mercado projeta alta nas receitas com investment banking e trading (Mike Kemp/Getty Images)

JPMorgan: mercado projeta alta nas receitas com investment banking e trading (Mike Kemp/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 17h30.

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O bitcoin passou a parecer mais atrativo que o ouro no longo prazo, segundo análise do JPMorgan divulgada pelo Investing.com. De acordo com o banco, a atratividade relativa da criptomoeda em comparação ao metal se fortaleceu após um período de divergência entre os dois ativos, marcado por forte desempenho do ouro e aumento da sua volatilidade.

Nikolaos Panigirtzoglou, estrategista quantitativo do JPMorgan, afirmou que “o grande desempenho superior do ouro versus o bitcoin desde outubro passado, juntamente com o aumento acentuado na volatilidade do ouro, deixou o bitcoin parecendo ainda mais atrativo em comparação ao ouro no longo prazo”. Para o banco, o ajuste recente altera a relação risco-retorno entre os dois instrumentos de proteção alternativa.

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Nas últimas semanas, o mercado cripto enfrentou uma combinação de fatores negativos. O JPMorgan destacou a fraqueza mais ampla dos ativos de risco e a correção em metais como ouro e prata, tradicionalmente vistos como alternativas defensivas. O sentimento também foi pressionado após o ataque sofrido pela Step Finance, ligada ao ecossistema da Solana, que resultou em perdas de US$ 26 milhões.

Apesar da queda dos preços, o banco observou que as liquidações de posições foram mais moderadas do que as registradas no trimestre anterior. Isso incluiu a redução de alavancagem em contratos futuros perpétuos e a atividade em derivativos de bitcoin e ether negociados na CME.

Ainda assim, o JPMorgan apontou que os ETFs à vista continuaram registrando saídas, o que indica um sentimento negativo tanto entre investidores institucionais quanto de varejo.

Panigirtzoglou também comentou a contração no mercado de stablecoins, mas avaliou que o movimento representa uma reação tardia à diminuição do valor total do mercado cripto, e não uma retirada estrutural de capital. Segundo o banco, a queda recente levou o bitcoin ainda mais abaixo do seu custo estimado de produção, calculado em US$ 87 mil, patamar que historicamente funciona como um piso flexível de preços.

O ponto central da análise, no entanto, é a melhora do potencial do bitcoin ajustado ao risco em relação ao ouro. A proporção de volatilidade entre bitcoin e ouro caiu para 1,5, um novo nível mínimo. Em termos ajustados à volatilidade, o JPMorgan estima que o valor de mercado do bitcoin precisaria alcançar US$ 266 mil para se igualar ao nível de investimento do setor privado em ouro, reforçando a leitura de que o espaço relativo do ativo digital frente ao metal se ampliou no longo prazo.

No início da semana, o CEO da empresa responsável pela Bolsa de Chicago (CME) afirmou que avalia criar sua própria criptomoeda, a "CME Coin".

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