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Histórico sugere que o ciclo do bitcoin ainda não acabou

Dados históricos indicam que a queda recente do bitcoin se assemelha a correções naturais do ciclo, e que a criptomoeda ainda não fez um topo

 (Reprodução/Reprodução)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 16h46.

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O bitcoin atravessa um período de correção nos últimos meses, fazendo investidores se questionarem se o preço do ativo já teria atingido o topo deste ciclo. No entanto, dados mostram que a queda atual apresenta características que a aproximam mais de correções intermediárias observadas em ciclos recentes do que dos movimentos que marcaram o início de mercados de baixa prolongados no passado.

Desde a máxima histórica registrada no início de outubro de 2025, quando o bitcoin alcançou US$ 126 mil, o ativo acumula uma desvalorização de cerca de 36% ao longo de aproximadamente 95 dias. Esse recuo é significativamente menor do que as quedas observadas em momentos equivalentes após os picos dos ciclos de 2013, 2017 e 2021, quando o preço chegou a recuar entre 50% e 70% nos primeiros três meses após o topo.

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A discussão ganhou força porque o movimento de queda ocorre cerca de 18 meses após o halving mais recente, realizado em abril de 2024. Historicamente, esse intervalo coincide com os topos de ciclos anteriores, como os registrados em dezembro de 2017 e novembro de 2021. O halving reduz pela metade o ritmo de emissão de novos bitcoins a cada quatro anos, um mecanismo frequentemente associado a ciclos de valorização e posterior correção do ativo.

Parte do mercado interpreta essa coincidência temporal como um sinal de esgotamento do ciclo atual e projeta um período prolongado de baixa, semelhante aos que se seguiram aos picos anteriores. No entanto, os dados históricos indicam que, nos ciclos passados, as quedas mais intensas ocorreram logo nos primeiros 90 dias após o topo, o que não se repete no momento atual.

Em vez disso, o comportamento recente do preço se assemelha a correções de meio de ciclo. Desde o início da atual tendência de alta, em 2023, o bitcoin já passou por pelo menos dois movimentos de queda superiores a 30%. Um deles ocorreu após o lançamento dos ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos, em janeiro de 2024, e se estendeu por cerca de 147 dias. Outro, em 2025, associado a tensões comerciais nos EUA, durou aproximadamente 77 dias.

A correção em curso é mais curta até agora, com cerca de 46 dias de duração, considerando a região de US$ 80 mil como possível fundo. Além disso, o recuo permanece abaixo de 50%, patamar que historicamente costuma caracterizar fases mais profundas de mercado de baixa.

Outro ponto observado pelos analistas é o fato de o bitcoin ter recuperado sua média móvel de 50 dias, atualmente próxima de US$ 89.400. Esse movimento é geralmente interpretado como um sinal de retomada do controle por parte dos compradores e de possível mudança no momentum de curto prazo.

Diante desse cenário, os dados disponíveis sugerem que o movimento atual pode representar apenas uma pausa dentro de uma tendência de alta mais ampla, e não necessariamente o encerramento definitivo do ciclo de valorização do bitcoin.

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