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Editor do Future of Money
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 17h31.
O Goldman Sachs divulgou um relatório na última segunda-feira, 5, em que afirma que o avanço da regulação de criptomoedas em 2026 deve gerar uma nova onda de adoção institucional desses ativos, potencialmente impulsionando os preços ao longo deste ano.
A avaliação do banco é que a incerteza regulatória continua atuando como a principal barreira que limita a adoção institucional dos ativos digitais. Entretanto, esse cenário está "mudando rapidamente", com avanços importantes para o mercado desde o ano de 2024.
Além da regulação, o Goldman Sachs espera o surgimento e consolidação de novos casos de uso para as criptomoedas em 2026. Como resultado, o setor teria um "cenário construtivo" neste ano, com empresas de infraestrutura do setor menos expostas aos preços e ciclos do mercado.
Os analistas do banco avaliam que "a melhora do cenário regulatório será um fator-chave para a continuidade de uma adoção institucional das criptomoedas, especialmente para empresas do mercado financeiro, conforme novos casos de uso para cripto são desenvolvidos para além dos investimentos".
Apesar da regulação do setor estar avançando globalmente, o Goldman Sachs afirma que a esperada regulação nos Estados Unidos será um "catalisador primordial" para o mercado cripto ao longo de 2026. A expectativa é que o projeto de lei sobre o tema seja aprovado ainda neste trimestre.
O relatório pontua que o presidente Donald Trump já havia prometido estabelecer um arcabouço regulatório favorável ao mercado de criptomoedas, e que a lei em discussão é essencial para trazer a clareza e segurança necessárias para a entrada mais intensa de instituições no setor.
O Goldman Sachs destaca que a aprovação no primeiro semestre de 2026 seria "especialmente significativa", já que o Congresso tende a ficar paralisado no segundo semestre devido às tradicionais eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.
A projeção do banco é que as áreas de investimentos, tokenização, stablecoins e DeFi (finanças descentralizadas, em inglês) devem ser os principais destaques do setor neste ano, determinando o potencial de crescimento e de valorização de ativos nos próximos meses.
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