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G20 lança relatório e diz que criptoativos precisam de base regulatória global para mitigar riscos

Conselho de Estabilidade Financeira enfatiza a necessidade de "um mecanismo de estabilização eficaz" para o setor, incluindo stablecoins

Documento divulgado pelo G20 ressalta que o setor de stablecoins está crescendo rapidamente (iStockphoto/iStockphoto)

Documento divulgado pelo G20 ressalta que o setor de stablecoins está crescendo rapidamente (iStockphoto/iStockphoto)

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João Pedro Malar

10 de outubro de 2022, 16h59

O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, divulgou um documento nesta segunda-feira, 10, em que aborda a regulação das criptomoedas como parte do processo de melhoria dos meios de pagamento a nível transfronteiriço.

De acordo com o documento, é importante que seja criada uma "estrutura regulatória mínima global" para reduzir os riscos ligados ao investimento em criptoativos, incluindo aqueles sem lastro e as chamadas stablecoins, que seguem a cotação de outros ativos.

(Mynt/Divulgação)

O órgão do G20 enfatiza a necessidade de "um mecanismo de estabilização eficaz", cuja proposta inicial pode ser divulgada ainda neste ano.

O FSB afirmou que está "focado nos desdobramentos no setor de stablecoins", que demandaria uma "regulação eficiente" e supervisão proporcional aos riscos que representam tanto no âmbito doméstico quanto internacional".

O documento divulgado pelo G20 ressalta que o setor de stablecoins está crescendo rapidamente, e possui potencial de impacto em uma escala global, o que gera a necessidade de mais atenção e um gerenciamento de riscos.

As moedas digitais de bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês) também são citadas no relatório, com o FSB observando que elas "ganharam ainda mais impulso" em 2022.

Destacando a alta quantidade de bancos centrais pesquisando sobre o tema, o órgão do G20 afirma que há uma necessidade de "interoperabilidade entre CBDCs e a cooperação internacional".

As CBDCs são citadas no documento como um mecanismo para melhorar a realização de pagamentos transfronteiriços, mas seu potencial só seria totalmente explorado se houve uma cooperação entre países no processo de criação.

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