Palco do TokenNation com Renata Mancini, Ádrili Sato e Mayra Siqueira (crédito: Cássio Gusson)
Editor do Future of Money
Publicado em 1 de junho de 2026 às 14h35.
O custo regulatório é hoje o maior para as empresas de criptoativos, afirmou Renata Mancini, diretora de compliance para o Brasil da Ripio.
De acordo com ela, a regulamentação publicada pelo Banco Central é positiva e a autoridade monetária ouviu bastante o setor, mas os requisitos de capital mínimo regulatório foram muito rigorosos, chegando a R$ 37 milhões. Durante as consultas públicas sobre o tema, o BC havia falado em valores que não passavam de R$ 3 milhões.
Ao lado de Mancini, Mayra Siqueira, gerente de marcas da BingX, apontou que o mercado global de criptoativos evolui em velocidade muito superior à capacidade de adaptação regulatória observada em diversas jurisdições.
“O setor lança constantemente novos produtos e serviços. Em alguns casos, as empresas conseguem adaptar essas ofertas às exigências locais. Em outros, acabam optando por não disponibilizar o produto para os consumidores brasileiros”, argumentou.
As executivas também destacaram que a adequação às novas exigências demanda investimentos cada vez maiores em governança, compliance e estrutura operacional. Além disso, a previsibilidade regulatória tem ganhado peso nas decisões de expansão das empresas globais, que tendem a priorizar mercados onde conseguem lançar produtos com maior rapidez e segurança jurídica.
Para Ádrili Sato, diretora de crescimento estratégico para a América Latina da BitGo, uma das preocupações é com a diminuição de oferta de soluções por conta da dificuldade de adequar um produto à regulação local.
Nesse ambiente, Mancini afirmou que a marca é o que traz um cliente para a corretora, mas é a política de conformidade regulatória que permite que aquele cliente continue investindo por aquela empresa e não por outra.
As executivas falaram durante o evento TokenNation 2026, realizado em São Paulo.
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