Repórter do Future of Money
Publicado em 16 de outubro de 2024 às 12h26.
Larry Fink, CEO da BlackRock, voltou nesta semana a defender o bitcoin e seu potencial como investimento. Durante a última teleconferência de resultados da gestora, o executivo disse que o bitcoin seria uma "classe de ativos própria" e alternativa a commodities, incluindo ao ouro.
"Nós acreditamos que o bitcoin é uma classe de ativos própria. E que ele é uma alternativa a outras commodities, como o ouro", explicou Fink ao destacar a visão da gestora sobre o potencial de alocação de investimentos na criptomoeda por parte de instituições globais.
Na visão do executivo, o futuro das criptomoedas não deverá depender apenas de regulação, e por isso ele acredita que o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos não será determinante na trajetória de adoção das criptomoedas e ganho de escala, essenciais para altas futuras.
O CEO da BlackRock disse ainda que um crescimento de liquidez e de transparência no mercado, incluindo do bitcoin, deverão ser mais importantes para determinar a evolução do setor e o processo de adoção por grandes instituições do mercado financeiro nos próximos anos.
Ao falar sobre as chamadas moedas digitais de bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês), Fink citou os projetos da Índia e do Brasil, com o Drex, como exemplos "bem-sucedidos" de adoção da tecnologia blockchain. Ele também mencionou um grande potencial na criação do Dólar Digital, apesar da falta de avanço da iniciativa no país.
Fink ficou famoso no mercado devido à sua mudança de opinião sobre o bitcoin ao longo dos anos. Em julho deste ano, o CEO da BlackRock reconheceu que tinha uma "opinião errada" sobre a criptomoeda e a reconheceu como um "instrumento financeiro legítimo".
Eu acredito que o bitcoin é um instrumento financeiro legítimo", disse. Para Fink, a criptomoeda seria um "ouro digital", ou seja, uma versão da reserva de valor mais conhecida e usada no mercado internacional.
Agora, ele se classifica como um "grande fiel" da criptomoeda, destacando as diferentes vantagens em investir no ativo, em especial como uma forma de diversificação de carteira e proteção de patrimônio. Na visão de Fink, o bitcoin "deveria fazer parte do portfólio de todos os investidores".