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Bitcoin volta a subir e ultrapassa US$ 71 mil, sinalizando fim da queda

Especialista aponta que recuperação do bitcoin pode marcar o fim do período de queda da maior criptomoeda do mundo

 (Andy/Getty Images)

(Andy/Getty Images)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 4 de março de 2026 às 11h21.

Última atualização em 4 de março de 2026 às 11h48.

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Nesta quarta-feira, 4, o bitcoin chegou a se aproximar de US$ 72 mil em um movimento de recuperação que contrariou o sentimento de "medo extremo" no mercado cripto. Dentro de uma janela de 24 horas, a maior criptomoeda do mundo oscilou entre os US$ 66 mil e quase US$ 72 mil.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 71.674, com alta de 0,4% nas últimas 24 horas.

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"Na análise gráfica de curto prazo, o bitcoin está em uma zona de lateralização. No gráfico de 4 horas, é possível observar que entrou um alto volume financeiro rompendo a faixa dos US$ 71 mil. Este movimento sugere captura de liquidez em busca das próximas resistências dos US$ 72.5 mil e US$ 75.5 mil", disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

"Caso o fluxo comprador não se sustente nessa região de preços, o mercado pode voltar a testar suportes mais baixos, na faixa dos US$ 60 mil e US$ 53 mil, que servirão como suportes importantes para o preço", acrescentou.

Anteriormente, especialistas haviam apontado que se o bitcoin se mantivesse acima da resistência de US$ 70 mil, o movimento de queda poderia mudar para alta.

Apesar disso, o sentimento do mercado ainda é de "medo extremo", em 11 pontos do Índice de Medo e Ganância.

O que está acontecendo com o bitcoin?

"Vemos o Índice de Medo e Ganância permanecendo em território de medo extremo, na faixa de 10–15, por quase um mês, enquanto o bitcoin continua se mantendo acima de US$ 70 mil, como um sinal clássico que sugere que a capitulação pode estar se aproximando do fim. Historicamente, períodos prolongados de medo extremo em ciclos de mercado mais maduros costumam anteceder fortes recuperações, à medida que a pressão vendedora se esgota e o capital de longo prazo começa a retornar gradualmente", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

"Apesar do sentimento fragilizado, a estabilidade do preço do bitcoin sugere que instituições podem estar acumulando de forma silenciosa durante períodos de medo impulsionado pelo varejo. Essa divergência indica que boa parte da venda emocional por parte dos investidores de varejo pode já ter sido absorvida, criando um ambiente de mercado no qual o capital paciente pode se posicionar estrategicamente", acrescentou.

O que fazer neste cenário?

"Para investidores individuais, a principal mensagem é o valor de uma estratégia disciplinada de acumulação, em vez de vendas reativas. Para as instituições, isso reforça o status do bitcoin como uma classe de ativo em processo de maturação, que cada vez mais merece alocação estratégica em momentos de sentimento depreciado", disse Guilherme Prado.

"Em conjunto, esses sinais sugerem que a convicção altista pode estar se formando nos bastidores. A história mostra que medo prolongado combinado com suporte de preços resiliente frequentemente marca os estágios iniciais do próximo ciclo de alta, fortalecendo a trajetória de crescimento de longo prazo do setor como um todo", concluiu.

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