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Editora do Future of Money
Publicado em 3 de março de 2026 às 10h45.
Nesta terça-feira, 3, o bitcoin recua para US$ 67 mil após ter se aproximado dos US$ 70 mil. A maior criptomoeda do mundo apresentou performance positiva poucos dias depois da escalada de conflitos no Oriente Médio que levou à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. Com investidores de longo prazo voltando a comprar bitcoin, a criptomoeda enfrentou resistência vendedora no patamar dos US$ 70 mil e especialistas apontam que a superação dessa faixa de preço é crucial para que o viés de alta ganhe consistência no mercado.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 66.921, com queda de 0,7% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, no entanto, a criptomoeda acumula alta de mais de 6%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 14 pontos.
"O bitcoin voltou a testar a região dos US$ 70 mil, mas a correção registrada na manhã de terça-feira, com o recuo para a faixa dos US$ 67 mil, reforça a presença de uma resistência vendedora relevante nesse patamar. O movimento positivo observado na segunda-feira foi sustentado por uma combinação de fatores: efeito de base após a queda recente, rompimento de níveis técnicos importantes e retomada da acumulação por grandes investidores, sinalizando confiança estrutural no ativo no médio e longo prazo", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
"Os ETFs à vista de bitcoin listados nos Estados Unidos iniciaram a semana com fluxo líquido positivo. Na segunda-feira, 2, os fundos registraram US$ 458,2 milhões em entradas líquidas, estendendo o movimento observado na semana anterior, quando os aportes somaram US$ 787,3 milhões. No entanto, o ambiente macro também tem exercido influência relevante sobre os preços", explicou Guilherme Prado.
"A escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã tem contribuído para o aumento da aversão ao risco nos mercados globais. Em momentos de incerteza mais aguda, investidores tendem a reduzir exposição a ativos mais voláteis, o que ajuda a explicar a dificuldade do bitcoin em sustentar níveis acima dos US$ 70 mil no curto prazo. Para que o viés de alta ganhe maior consistência, será importante observar um rompimento mais sólido dessa faixa, acompanhado de volume e melhora no apetite global por risco. Caso contrário, o ativo pode seguir operando em um intervalo lateral, com volatilidade elevada", concluiu o especialista.
"Quem acabou de chegar reage ao barulho, enquanto quem está há 10 anos reage às probabilidades. Os investidores de longo prazo no bitcoin já passaram por quedas de 50%, por manchetes decretando que “acabou” e por ciclos completos de euforia e depressão, por isso conhecem o padrão e sabem que os melhores momentos de compra raramente parecem confortáveis", explicou Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.
"Nos últimos dias, esse grupo acumulou cerca de 70 mil bitcoins, o que não elimina a possibilidade de novas oscilações, mas historicamente sinaliza que estão enxergando valor onde a maioria ainda vê medo. Eles não compram porque está subindo, compram porque consideram barato, e porque já viram esse filme antes", acrescentou.
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