Future of Money

Patrocínio:

Design sem nome (2)
LOGO SENIOR_NEWS

Bitcoin pode ser mais escasso que o ouro, diz megainvestidora

Cathie Wood afirma que a oferta fixa do bitcoin tende a amplificar o impacto da demanda institucional, dando vantagem estrutural sobre o ouro

Cathie Wood, CEO da ARK Investment Management  (Alex Flynn/Bloomberg/Getty Images)

Cathie Wood, CEO da ARK Investment Management (Alex Flynn/Bloomberg/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 16h00.

Tudo sobreBitcoin
Saiba mais

A oferta limitada do bitcoin pode torná-lo um ativo mais escasso do que o ouro em um cenário de crescente demanda institucional. Essa é a avaliação de Cathie Wood, fundadora e CEO da Ark Invest, apresentada no relatório “Perspectivas para 2026”, no qual a gestora analisa a divergência recente entre os dois ativos.

Em 2025, o ouro acumulou valorização de 65%, enquanto o bitcoin registrou queda de 6%. Wood explica que o avanço de 166% do ouro desde outubro de 2022 não estaria ligado principalmente ao medo de inflação, mas à expansão da riqueza global em ritmo superior ao crescimento da oferta do metal, estimado em cerca de 1,8% ao ano. Segundo ela, a demanda incremental pode estar superando a capacidade de produção do ouro.

  • O JEITO FÁCIL E SEGURO DE INVESTIR EM CRYPTO. Na Mynt você negocia em poucos cliques e com a segurança de uma empresa BTG Pactual. Tenha acesso a carteiras recomendadas por especialistas com rebalanceamento automático. Clique aqui para abrir sua conta gratuita.

No caso do bitcoin, a dinâmica é diferente. Wood destaca que a oferta da criptomoeda é matematicamente programada. Enquanto mineradoras de ouro podem ampliar a produção quando os preços sobem, o bitcoin tem crescimento previsível e inelástico. De acordo com a Ark, a emissão da rede deve avançar cerca de 0,82% ao ano nos próximos dois anos, desacelerando depois para aproximadamente 0,41% ao ano.

Essa característica faz com que aumentos de demanda tenham impacto potencialmente mais forte no preço. Wood observa que fluxos contínuos para ETFs à vista, por exemplo, podem pressionar o mercado de forma mais intensa do que no ouro. A lógica é que, com uma oferta que não reage a preços, o ajuste ocorre principalmente por meio da valorização do ativo.

A tese é compartilhada por outros gestores. Matthew Hougan, CIO da Bitwise, afirmou recentemente que uma demanda institucional sustentada acima da oferta poderia levar o bitcoin a um movimento de alta acelerado. Já Georgii Verbitskii, fundador da TYMIO, afirmou ao Decrypt que o desempenho fraco do bitcoin em 2025 precisa ser analisado no contexto da forte valorização de 2024, o que tornaria um período de consolidação algo esperado.

Verbitskii também comparou o bitcoin ao ouro como ativo tangível em momentos de reavaliação cambial global, mas ressaltou a diferença estrutural. Enquanto a produção do ouro pode crescer, a oferta do bitcoin é fixa, o que tende a tornar sua reação de preço mais sensível quando a demanda retorna.

O relatório da Ark também chama atenção para a relação entre a capitalização do ouro e a oferta monetária M2, que atingiu níveis vistos apenas em períodos extremos do passado. Para Wood, isso reforça o papel do bitcoin como instrumento de diversificação. Segundo ela, a correlação entre bitcoin e ouro é menor do que a existente entre ações e títulos, o que pode ajudar investidores a buscar retornos maiores por unidade de risco nos próximos anos.

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube  Tik Tok  

Acompanhe tudo sobre:BitcoinCriptomoedasCriptoativos

Mais de Future of Money

David Sacks: 'Bancos e cripto vão se fundir em uma única indústria'

Regulação cripto como base da nova infraestrutura financeira

O fim da zona cinzenta: Banco Central oficializa ativos virtuais

Quais são as perspectivas da tokenização imobiliária para 2026?