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Bitcoin engata alta com dado de inflação e se recupera da queda posterior ao Fomc

Criptomoedas reagem a indicador que diminui o risco de mais elevações de juros nos EUA do que o mercado está precificando

Bitcoin e ouro (crédito: kanchanara/Unsplash)

Bitcoin e ouro (crédito: kanchanara/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 30 de julho de 2026 às 11h07.

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O bitcoin opera em alta nesta quinta-feira, 30, depois de cair nas horas que se seguiram à decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) de ontem.

O Fomc manteve as taxas de juros dos Estados Unidos no patamar de 3,5% a 3,75% ao ano, porém, a decisão não foi unânime. Nove membros do comitê votaram por manter os juros, ao passo que três defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual. Foi o maior número de votos divergentes no Fomc desde a reunião de setembro de 2016.

Por outro lado, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, falou em “dados animadores sobre a inflação”, o que diminuiu um pouco o pessimismo do mercado. A projeção dominante hoje é de que a autoridade monetária dos EUA fará dois aumentos de juros até setembro de 2027, o que levaria a taxa a 4% até 4,25% ao ano.

O Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA de junho registrando deflação de 0,1%, divulgado hoje, complementa esse ambiente de alívio. O número veio em linha com o esperado pelos economistas, enquanto o núcleo do PCE (que exclui preços mais voláteis como alimentos e energia) veio abaixo das estimativas, crescendo 0,1% contra uma projeção mediana de 0,2%. O PCE é a medida de inflação que o Fed mais acompanha para definir a política monetária.

Às 11h03 (horário de Brasília) o bitcoin subia 0,6% em um período de 24 horas, a US$ 64.848 por unidade.

Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina, apesar do avanço, o cenário segue desafiador para ativos de risco.

Usando análise técnica, Herrera afirma que o bitcoin continua consolidado acima de um nível de suporte importante, enquanto o Índice de Força Relativa (IFR) permanece perto de 50 pontos, indicando um mercado sem direção clara e com equilíbrio entre compradores e vendedores.

“Os próximos dias podem ser decisivos para confirmar se a criptomoeda terá força para retomar a tendência de alta ou permanecerá presa no atual intervalo de preços”, avalia.

ETFs voltam a ter dia positivo

Ontem foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 32,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA, interrompendo uma sequência de quatro pregões com saída de capital desse tipo de fundo.

O maior alvo da entrada de recursos foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 89,8 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por outro lado, o fluxo foi negativo em US$ 32,9 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 36 para 37 pontos. O aumento deixa o sentimento do mercado um pouco mais próximo da zona “neutra”, mas ainda indica prevalência do “medo”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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