(envato/Reprodução)
Editor do Future of Money
Publicado em 30 de junho de 2026 às 10h44.
O bitcoin opera em queda nesta terça-feira, 30, e é negociado na região dos US$ 58 mil, aproximando-se da mínima do ano. No dia 25 deste mês, a maior das criptomoedas chegou a operar a US$ 58.131.
Às 10h38 (horário de Brasília) o bitcoin caía 2,5% em um período de 24 horas, a US$ 58.198 por unidade.
Em relatório, a consultoria Vault Capital lembra que todas as vezes em que o preço do bitcoin chegou aos US$ 58 mil surgiu uma pressão compradora para levar a moeda digital para cima.
“Enquanto US$ 58 mil seguir sendo defendido, o comprador ainda está ali. Por isso o interessante é um novo reteste da região, com mais estresse, para ver se a demanda aguenta ou se realmente se esgotou”, argumenta Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault.
De acordo com o especialista, enquanto o bitcoin se mantiver abaixo de US$ 60 mil o viés será de baixa, com US$ 58 mil funcionando como o nível que decide no curto prazo. “Defesa de US$ 58 mil mantém o limbo. Rompimento de US$ 58 mil abre o regime instável rumo a US$ 55 mil a US$ 54 mil”, diz.
No noticiário específico dos criptoativos, um dos fatores que traz instabilidade para o bitcoin é o novo plano da empresa de capital aberto compradora de BTC Strategy, que prevê a venda de até US$ 1,25 bilhão em bitcoins para recompor o caixa.
Vendas de bitcoin pela empresa que mais possui unidades da criptomoeda em caixa sempre são lidas com bastante preocupação pelo mercado, embora analistas vejam sinais positivos no plano da Strategy apresentado ontem.
Para eles, o anúncio da empresa eleva a cobertura de pagamentos de dividendos de 14 para 26 meses e estabelece um teto para a venda de bitcoins. Sem ele, o mercado especularia a possibilidade da companhia vender qualquer quantidade de moedas digitais, aumentando a incerteza e a volatilidade.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista que operam nas bolsas norte-americanas, foi registrada ontem uma saída líquida de capital de US$ 231 milhões, no oitavo pregão consecutivo de fluxo negativo neste tipo de fundo.
O principal alvo dos saques foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 300,4 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Os ETFs de ether também apresentaram o oitavo pregão seguido de retirada líquida de recursos. Na véspera, o fluxo foi negativo em US$ 29,9 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas se manteve nos 16 pontos, ainda na zona de “medo extremo”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Com a desvalorização generalizada dos criptoativos, o valor de mercado total deste mercado caiu para US$ 2,1 trilhões e a perda do patamar de US$ 2 trilhões parece cada vez mais próxima.
Segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, o ether cai 1,2%, a US$ 1.553.
Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da corretora Bitget para a América Latina afirma que nos próximos dias a atenção do mercado continuará voltada aos fluxos dos ETFs e à capacidade do bitcoin e do ether de defenderem seus níveis técnicos de suporte.
“Caso as saídas de recursos comecem a perder força e esses suportes sejam preservados, o mercado poderá encontrar espaço para uma recuperação”, defende.
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