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Editora do Future of Money
Publicado em 14 de abril de 2026 às 10h35.
Última atualização em 14 de abril de 2026 às 10h53.
Nesta terça-feira, 14, o bitcoin volta a se aproximar dos US$ 75 mil após um período de negociação "de lado" na casa dos US$ 70 mil. A maior criptomoeda do mundo apresentou movimento de alta significativo, impulsionado por um "conjunto de fatores", segundo especialistas, que apontam diferenças entre o momento e movimentos anteriores.
Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, afirmou que o movimento de alta atual do bitcoin pode ser mais consistente do que os outros. Desta vez, a criptomoeda teria maior capacidade de sustentar os ganhos recentes.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 74.572, com alta de quase 5% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula alta de quase 9%.
Apesar disso, o sentimento de mercado ainda é de pessimismo, com o Índice de Medo e Ganância sinalizando "medo extremo" em 21 pontos.
“O mercado de criptoativos ganhou tração, com desempenho puxado por ETH, BTC e SOL, em um movimento que coincidiu com avanços relevantes no campo institucional e regulatório. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, voltou a defender que bancos invistam em blockchain para competir com players de cripto, enquanto o FDIC propôs regras para implementar o framework de stablecoins do Genius Act e a SEC avançou em uma estrutura dedicada para a regulação do setor", disse Samir Kerbage, CIO da Hashdex.
Esse conjunto de fatores reforça a percepção de que a infraestrutura do mercado está evoluindo e tende a acelerar à medida que instituições financeiras tradicionais passam a abraçar os ativos digitais. Ainda assim, o ambiente geopolítico segue trazendo incertezas e, por isso, esperamos que o bitcoin negocie entre US$ 62 mil e US$ 74 mil no curto prazo. Na semana, o NCI avançou 5,4% e voltou a superar os 3.4 mil pontos, reforçando seu papel como benchmark amplo do mercado de criptoativos”, concluiu.
Já Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, aponta que o movimento recente de alta "reflete melhora no apetite a risco, apoiada por sinais geopolíticos mais construtivos e fundamentos sólidos no mercado".
"O bitcoin apresenta um movimento de alta mais consistente, com destaque para a manutenção do nível acima dos US$ 74 mil, algo que não vinha sendo observado em ralis recentes. Diferentemente de movimentos anteriores, o ativo mostra maior capacidade de sustentar ganhos, indicando presença relevante de demanda compradora", disse Szuster.
Do ponto de vista da análise técnica do bitcoin, o especialista aponta que o rompimento da faixa de US$ 70 mil, onde o ativo permaneceu lateralizado por um período prolongado, "reforça a mudança de momentum". " Os próximos níveis relevantes estão em US$ 75 mil e US$ 80 mil, com indicadores de volume voltando ao campo positivo no gráfico semanal pela primeira vez desde janeiro, sugerindo continuidade da tendência", acrescentou.
"Os mercados globais reagiram positivamente a novos sinais de retomada do diálogo entre EUA e Irã, mesmo após episódios recentes de escalada. A perspectiva de uma possível resolução parcial do conflito levou à queda do petróleo, com o Brent recuando cerca de 2,7%, e ao enfraquecimento do dólar, que atingiu mínimas de várias semanas. Esse movimento aumentou o apetite por risco global, impulsionando bolsas asiáticas e contratos futuros nos EUA e Europa, enquanto investidores voltam a considerar um cenário menos pressionado para inflação e política monetária", disse André Franco, CEO da Boost Research.
"Já o bitcoin apresenta expectativa de curto prazo positiva. A combinação de queda no petróleo e enfraquecimento do dólar cria um ambiente mais favorável para ativos de risco, ampliando a liquidez marginal e incentivando fluxos para cripto. Além disso, o próprio mercado já começou uma reação com o bitcoin valorizando cerca de +1,5%, refletindo esse novo equilíbrio macro. No curto prazo, a melhora no sentimento global pode sustentar a continuidade do movimento, com o ativo operando em faixa de US$ 72.5 mil a US$ 76 mil, com viés positivo caso o fluxo macro continue construtivo e as negociações avancem", acrescentou.
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