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Editora do Future of Money
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 14h40.
Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 16h23.
A Associação Brasileira da Criptoeconomia (ABcripto) ganhou, no fim de dezembro de 2025, uma nova presidente. Julia Rosin assumiu o cargo após ter trabalhado em empresas do setor, como Bitso e Coinbase. Durante sua gestão, a presidente da ABcripto pretende trazer novos avanços para o mercado cripto brasileiro, como a inclusão do tema na pauta eleitoral em 2026.
“2026 será um ano muito especial para a Associação, porque é agora que o mercado passa de fato a fazer essa transição de um mercado não regulado para um mercado regulado”, disse Julia Rosin em entrevista à EXAME.
A nova presidente da ABcripto mencionou ainda que a associação e seus membros vivem um momento de “profissionalização de suas estruturas internas”, como parte do processo de amadurecimento do setor de ativos digitais no Brasil.
Sobre os avanços da regulação do mercado de ativos digitais no Brasil, Julia Rosin afirmou que a ABcripto pretende atuar como um polo de união e referência técnica. A presidente se opõe a possibilidade de cobrança de IOF em operações com stablecoins, criptomoedas que acompanham o valor de determinado ativo, geralmente o dólar. Para ela, a regulação é um “organismo vivo”, passível de mudanças.
À EXAME, Julia Rosin citou três pilares em que a ABcripto pretende focar em 2026: regulação, segurança e a inserção de cripto na pauta eleitoral. Este ano, devem ocorrer as eleições para presidente e governador estadual.
Enquanto no Brasil a tecnologia blockchain e os ativos digitais nunca protagonizaram campanhas eleitorais, o tema ganhou relevância na última eleição presidencial nos Estados Unidos, com Donald Trump vencendo após ter realizado uma campanha bastante voltada às demandas de investidores do setor.
Para Julia Rosin, o tema também deve entrar em pauta nas eleições brasileiras:
“Quando a gente olha hoje para o mercado cripto, temos 25 milhões de pessoas que estão diretamente ou indiretamente ligadas ao setor. São dados do começo de 2025, então a gente sabe que provavelmente esse número já cresceu e que essas pessoas compõem uma parcela da população muito relevante”, disse ela à EXAME.
“As pessoas falam sobre necessidade de você ter diversificação financeira, de ampliar mecanismos de oferta de crédito, de usar blockchain ou Web 3 para fins de segurança. A gente quer mostrar que existem pautas e que o mercado cripto pode sim ser um grande vetor de mudança para o Brasil”, acrescentou.
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