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7 regras de ouro para enfrentar incertezas no mercado de criptomoedas

Se os juros não caírem? Se estourar uma guerra? Aqui vai um guia para ajudar o investidor a não ceder ao pânico e entender como se comportar durante correções ou crises

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Felippe Percigo
Felippe Percigo

Especialista em criptoativos

Publicado em 20 de abril de 2024 às 11h00.

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Se existe uma palavra que ressoa de maneira feroz no mercado de criptomoedas neste momento é incerteza. Em especial, considerando duas principais complicações no cenário global:

  • Dados do Fed mostram que a economia americana ainda segue aquecida e isso deve dificultar o início do ciclo de cortes de juros.
  • A possibilidade de expansão do conflito entre Irã e Israel, e seus desdobramentos.

No entanto, não é a primeira e nem será a última vez que sentiremos o desconforto - para muitos, desespero - que nasce da falta de clareza e previsibilidade. Por isso, é importante racionalizar.

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Vamos lá. No caso de uma escalada do conflito, dá para termos uma ideia da reação do mercado ao observar o comportamento do S&P 500 em eventos geopolíticos passados. A tabela abaixo mostra que, em geral, as ações lidam bem com casualidades do tipo.

A imagem relaciona os Eventos de Choque do Mercado (Market Shock Events) de 1941 até 2021 com fatores como a desvalorização total (Total Drawdown) e a quantidade de dias (Days) levados para a sua recuperação (Recovery)

Como vemos, o S&P 500 caiu em média 4,6% em 22 grandes ocorrências geopolíticas desde o ataque a Pearl Harbor, em 1941. Porém, recuperou as perdas em pouco menos de 50 dias corridos em média (43,2). Dito isso, o que cabe a nós investidores fazer?

Primeiro, o que não fazer: entrar em desespero e tomar decisões ruins.

O que fazer: nos concentrar no que podemos controlar, aceitar a instabilidade e transformar a dificuldade em oportunidade.

Como diz a sabedoria popular, mar calmo nunca fez bom marinheiro, certo? Em águas turbulentas, use as 7 regrinhas de ouro a seguir a seu favor.

1. Afaste-se do ruído

Evite ficar checando o preço dos ativos o tempo todo. O “barulho” dos movimentos de preço pode atrapalhar o seu julgamento. Se você olhar mais à frente, essas turbulências de curto prazo não passam de pequenas oscilações no longo prazo.

2. Entenda os ciclos

Investidor, para o bem da sua saúde mental, entenda que o mercado sempre se moveu e sempre se moverá em ciclos.

Se você fizer uma retrospectiva do mercado financeiro nas duas últimas centenas de anos, poderá atestar que seu comportamento é cíclico e na criptoesfera não é diferente.

No mercado de alta ou “bullish”, os touros atacam os preços de baixo para cima com seus chifres. No mercado de baixa ou “bearish”, os ursos são implacáveis com suas patadas fatais nos preços de cima para baixo.

Os chamados “Cisnes negros”, nome dado a eventos imprevisíveis como guerras ou mesmo a crise do Covid-19 que vivemos, acabam entrando nessa dinâmica.

3. Volatilidade vs. risco

A chave está em entender a relação de volatilidade e risco. No curto prazo, volatilidade é igual a risco. No longo prazo, a volatilidade significa performance: quanto maior a volatilidade, maior pode ser o retorno do seu investimento.

Veja só. Você sofre com cada correção de 10% ou 15% do bitcoin, mas, se observarmos o gráfico dos últimos 12 anos na história da cripto, tivemos apenas 3 anos de retorno negativo. Tudo é questão de perspectiva.

4. Compre medo, venda ganância

Saber identificar momentos críticos é essencial para a estratégia do investidor, porque, nessas horas, surgem as melhores oportunidades de entrada e saída do mercado.

Um dos indicadores para ficar de olho é o Índice de Medo e Ganância. Escrevi uma coluna sobre o assunto, que você pode ler aqui.

Quando o sentimento dos investidores está em baixa, é um bom momento para acumular ativos. Mais vantajoso ainda são os períodos de medo extremo, quando as criptos ficam muito descontadas.

Por outro lado, se o indicador estiver apontando para ganância extrema, significa em geral que as criptomoedas estão supervalorizadas. Vendas nesse ponto podem gerar excelentes retornos.

5. Invista em ativos sólidos

Para começar, tenha bitcoin e ether na sua carteira.

Depois, se esforce para resistir à tentação das memecoins e dos projetos pequenos. Você não vai querer esbarrar com um cisne negro tendo uma carteira lotada de moedas de cachorrinho.

A regra de ouro é se concentrar em projetos sólidos, porque eles têm chances maiores de sobreviver a um mercado mais volátil, a eventos inesperados. Projetos mais robustos tendem a se recuperar mais rapidamente quando o mercado ruma à estabilidade.

Nesse grupo, estão as criptos do TOP 10/TOP 20 do ranking do CoinMarketCap. Em tempos mais turbulentos, fuja de tokens arriscados.

6. DCA na veia

Seja na alta ou na baixa, minha única certeza é seguir firme com a estratégia de DCA (Dollar Cost Averaging).

Há investidores que ficam procurando o fundo, tentando cronometrar o mercado. Em vez disso, foque na perspectiva de longo prazo comprando sempre uma quantidade determinada em intervalos frequentes (DCA).

7. Reduza o risco

Com as indecisões no cenário econômico e geopolítico, é estratégico revisar a abordagem dos seus investimentos para reduzir o risco.

Isso envolve dar uma olhada na carteira e fazer ajustes para proteger seus ganhos. Procure diminuir a exposição a criptos mais voláteis ou a setores que tendem a ser mais impactados pela turbulência, aumentando a alocação em ativos mais resilientes.

No final do dia, sairá bem de uma eventual crise aquele que tiver paciência para colher os frutos. Essa regra, sim, pesa mais que ouro.

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