Fórmula 1: balanço financeiro da Liberty Media aponta impacto dos adiamentos e do cancelamento de etapas em 2026 (Mark Thompson/Getty Images)
Redatora
Publicado em 7 de agosto de 2026 às 16h20.
A Fórmula 1 registrou queda de 15% nas receitas no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o balanço financeiro divulgado na quinta-feira, 6, pela Liberty Media, controladora da categoria, a receita somou US$ 1,381 bilhão, refletindo principalmente o menor número de Grandes Prêmios (GP) realizados nos seis primeiros meses da temporada.
No período, a categoria disputou três corridas a menos do que no primeiro semestre de 2025. O lucro operacional ficou em US$ 180 milhões, enquanto o OIBDA (lucro operacional antes da depreciação e amortização) ajustado recuou 30%, encerrando o semestre em US$ 311 milhões.
A redução nas receitas já era esperada pelo mercado e pela própria categoria, uma vez que o calendário sofreu alterações após o conflito no Oriente Médio. Desde o anúncio dos adiamentos das etapas na região, a Liberty Media vinha indicando aos investidores que a diminuição no número de corridas teria impacto sobre o desempenho financeiro da Fórmula 1.
De acordo com a Liberty Media, o principal fator para a queda nas receitas foi a realização de duas etapas a menos durante o primeiro semestre.
Com isso, a Fórmula 1 registrou menor arrecadação com as taxas pagas pelos promotores, direitos de transmissão e contratos de patrocínio, receitas que acompanham diretamente o calendário de provas.
Apesar do recuo, a empresa destacou que o desempenho financeiro refletiu um cenário previsto desde as mudanças no calendário e manteve a expectativa de concluir a temporada com pelo menos 22 Grandes Prêmios.
As mudanças no calendário começaram após o agravamento do conflito no Oriente Médio. A F1 confirmou que o GP do Bahrein foi remarcado para 4 de outubro, em Sepang, na Malásia, enquanto o GP da Arábia Saudita acabou cancelado.
Já as situações dos GPs do Catar e de Abu Dhabi seguem sendo avaliadas.
Mesmo com as mudanças, a categoria considera que a redução do calendário no primeiro semestre era inevitável diante do cenário geopolítico e já esperava que isso tivesse impacto sobre os resultados financeiros.
Apesar da queda nas receitas, a Liberty Media reiterou que espera concluir a temporada com pelo menos 22 Grandes Prêmios. Caso não haja novas alterações no calendário, esse deverá ser o número final de etapas em 2026.
O presidente e CEO da Liberty Media, Derek Chang, afirmou em comunicado que a empresa mantém uma visão positiva para o desempenho da Fórmula 1.
"A demanda por nossas marcas permanece robusta e resiliente, e continuamos buscando soluções criativas para lidar com as incertezas globais. [...] O alcance cada vez maior da Fórmula 1 e o engajamento crescente dos fãs continuam a impulsionar o forte desempenho comercial. A alocação disciplinada de capital permanece uma prioridade fundamental, à medida que avaliamos oportunidades de investimento estratégico para aumentar valor para os acionistas no longo prazo", disse.