Sabastian Sawe: atleta completou a prova e se tornou o primeiro atleta a correr uma prova oficial abaixo de duas horas (Justin Tallis/Getty Images)
Repórter
Publicado em 28 de abril de 2026 às 12h59.
Última atualização em 2 de maio de 2026 às 11h25.
A barreira da maratona em menos de duas horas finalmente caiu. No último domingo, 26, o queniano Sabastian Sawe cruzou a linha de chegada em Londres em 1h59min30s e quebrou um limite considerado inalcançável por décadas.
Ainda assim, o feito não esgota os desafios humanos. Segundo levantamento do jornal britânico The Guardian, há feitos inéditos no esporte que ainda seguem em aberto.
Confira quatro recordes que ainda desafiam atletas profissionais e amadores ao redor do mundo.
Cruzar o maior oceano do planeta a nado continua sendo um objetivo não alcançado.
Em 2018, o nadador francês Benoît Lecomte tentou completar o trajeto entre o Japão e os Estados Unidos. A proposta previa nadar cerca de 64 km por dia, com pausas noturnas em um barco de apoio. A tentativa foi interrompida após cerca de 2.400 km, quando a embarcação sofreu danos irreparáveis.
Lecomte já reivindicou uma travessia do Atlântico, em 1998, mas o feito não é reconhecido pelo Guinness World Records por dúvidas sobre a real distância percorrida pelo nadador.
O recorde mundial do salto em distância masculino segue intacto há mais de três décadas. Em 1991, Mike Powell alcançou 8,95 metros, a melhor marca já registrada oficialmente.
Ele chegou a saltar 8,99 metros no ano seguinte, mas com vento favorável acima do permitido.
Até hoje, ninguém ultrapassou a barreira simbólica dos 9 metros em condições válidas.No mergulho em apneia, a marca de meia hora ainda não foi alcançada.
Em 2025, o croata Vitomir Maričić chegou a 29 minutos e 3 segundos sem respirar. O recorde anterior era de Budimir Šobat, com 24 minutos e 37 segundos.
Com 7.570 metros de altitude, o Gangkhar Puensum é a montanha mais alta do mundo que nunca foi escalada — apesar de ser apenas a 40ª mais alta do planeta e ter cerca de 1 km a menos que o Everest.
A montanha, cujo nome significa “Pico Branco dos Três Irmãos Espirituais”, teve tentativas de escalada nos anos 1980, todas sem sucesso.
Em condições normais, o desafio atrairia alpinistas do mundo todo. Desde 1994, porém, o Butão proibiu a escalada de montanhas acima de 6 mil metros.