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Botafogo e Flamengo medem forças no Carioca em meio a cenários opostos fora de campo

Clássico das quartas de final acontece às 17h30 no Nilton Santos, com pressão administrativa no Botafogo e receita recorde acima de R$ 2 bilhões no Flamengo

Agência o Globo
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Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 09h41.

Últimos campeões da Libertadores e do Brasileirão, Botafogo e Flamengo se enfrentam neste domingo (15), às 17h30, no Nilton Santos, pelas quartas de final do Campeonato Carioca. O duelo reúne duas equipes que dividiram os principais títulos nacionais e continentais recentes, mas vivem momentos distintos fora das quatro linhas.

No Botafogo, o modelo de SAF, Sociedade Anônima do Futebol, implementado com a chegada do investidor John Textor, projetou um salto competitivo que se confirmou em conquistas, mas enfrenta questionamentos quanto à sustentabilidade financeira. O aporte recente permitiu ao clube se livrar do transfer ban, punição da Fifa que impede registro de jogadores, mas a diretoria lida com pressões por equilíbrio nas contas.

Em campo, o técnico Martín Anselmi tenta preservar a espinha dorsal. O treinador já afirmou que o clube não pode negociar mais atletas nesta janela, em meio à necessidade de manter competitividade para 2026. Jogadores como Danilo e Montoro seguem como peças centrais, ainda que haja incertezas físicas no elenco.

Do lado do Flamengo, o discurso é de estabilidade e vantagem estrutural. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou nesta semana que o clube se tornou uma “ilha” no cenário nacional, sustentado por receita recorde. Em 2025, o Flamengo superou a marca de R$ 2 bilhões em arrecadação, consolidando o maior orçamento do país.

O dirigente tem defendido maior regulamentação das SAFs, em críticas indiretas ao rival. No mercado, o clube reforçou essa posição ao anunciar a contratação de Lucas Paquetá, apontada como a maior transação da história do futebol brasileiro. O movimento amplia a distância de investimento em relação aos concorrentes diretos.

Clássico pressiona técnicos em meio a calendário internacional

Se fora de campo os contextos divergem, dentro dele o equilíbrio recente pende levemente ao lado rubro-negro. Nos últimos dez confrontos, foram seis vitórias do Flamengo, três do Botafogo e um empate. A última derrota flamenguista no clássico ocorreu em 2024, pelo Brasileiro. No encontro mais recente, triunfo por 3 a 0.

O técnico Filipe Luís, porém, administra o elenco com foco na final da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, na quinta-feira, na Argentina. A comissão avalia preservar titulares como Arrascaeta, Léo Ortiz e Alex Sandro, enquanto monitora o retorno de Luiz Araújo. Varela é dúvida, e Emerson Royal pode ganhar sequência.

No Botafogo, a prioridade declarada é escalar força máxima, mesmo com compromisso pela pré-Libertadores diante do Nacional Potosí, na Bolívia, em altitude superior a 4 mil metros. Jovens foram enviados antecipadamente para adaptação, enquanto o elenco principal permaneceu no Rio.

As ausências confirmadas incluem Allan, suspenso, além de Marçal, Santiago Rodríguez e Chris Ramos, lesionados. Bastos e Mateo Ponte também apresentaram problemas físicos. Danilo é dúvida após desgaste na última rodada.

O vencedor do clássico enfrentará o Madureira na semifinal. Mais do que a vaga, o confronto testa a capacidade de dois projetos distintos sustentarem a rivalidade que, nos últimos anos, passou a ser também financeira e institucional.

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