David: atacante do Vasco está sob investigação policial (Matheus Lima/Vasco)
Colaboradora
Publicado em 30 de outubro de 2026 às 18h38.
O atacante David Corrêa, do Vasco, entregou seu passaporte à Polícia Civil nesta sexta-feira, 30, após determinação da Justiça do Espírito Santo. A medida faz parte da Operação A Tropa, que investiga uma suposta organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro.
O jogador também está proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados e testemunhas. Além disso, deverá comparecer periodicamente à Justiça. O descumprimento injustificado das medidas cautelares pode levar à decretação de prisão preventiva, mediante nova decisão judicial. O documento foi entregue por um advogado ligado ao atleta, segundo informações divulgadas pela imprensa.
David se tornou réu após a Justiça receber denúncia do Ministério Público do Espírito Santo por suspeita de financiar o tráfico de drogas e integrar organização criminosa. A investigação teve origem em apurações sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024, na cidade da Serra, no Espírito Santo.
A Operação A Tropa foi deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo e apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e armas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As autoridades também investigam possíveis conexões com o Comando Vermelho.
Durante a apuração, investigadores encontraram conversas entre David e pessoas apontadas como integrantes do grupo. Segundo a Polícia Civil, as mensagens levantaram suspeitas sobre uma possível participação do jogador no financiamento do tráfico. O atacante também foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência, no Rio de Janeiro, e no centro de treinamento do Vasco.
Em depoimento, David negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas. A investigação também cita outros atletas e empresários, mas as situações jurídicas dos envolvidos são distintas.
Em nota, o advogado defesa de Dadid, Silmar Junior, afirmou que o jogador do Vasco nega integralmente as acusações e confia que sua inocência será demonstrada ao longo do processo. A defesa também destacou que os pedidos de prisão preventiva e de bloqueio de imóveis e ativos financeiros foram negados pela Justiça.
O recebimento da denúncia significa que o jogador responderá a uma ação penal, mas não representa condenação. O processo segue em andamento, e David permanece sujeito às medidas cautelares determinadas pela Justiça.
A defesa de David nega integralmente as acusações desde o início das investigações e reafirma sua plena confiança na inocência do atleta.
Os pedidos de prisão preventiva, bloqueio de imóvel e de ativos financeiros foram negados pela Justiça, circunstância que reforça a posição da defesa quanto à fragilidade dos elementos apresentados contra o atleta. O recebimento da denúncia não representa condenação, mas apenas um juízo preliminar sobre fatos que serão esclarecidos no curso do processo.
David segue colaborando com a Justiça, como sempre fez desde o início. Cumprirá as determinações judiciais e, ao final, restará demonstrada sua total inocência, com a consequente absolvição.