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Plataforma de petróleo: Foz do Amazonas tem potencial de 10 bilhões de barris recuperáveis (Manta Photo/Getty Images)
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 06h45.
O Ministério Público Federal (MPF) requisitou, na terça-feira, 6, informações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Petrobras sobre o vazamento de substância no mar registrado no último fim de semana na Bacia Foz do Amazonas.
Nos documentos, o MPF determina que Petrobras e empresas envolvidas expliquem o que vazou no mar, enviem relatórios, registros e documentos sobre o caso e respondam em até 48 horas, prazo estabelecido pelo órgão.
A cobrança foi feita com caráter de urgência, já que o episódio envolve risco ambiental em área sensível do oceano.A medida foi requisitada dentro de um inquérito civil instaurado em 2018, que apura a regularidade do licenciamento ambiental do Ibama relacionado a um empreendimento da Petrobras na região.
Após a entrega das informações, o caso será analisado pelo MPF, que pode solicitar novas perícias e diligências, apurar se houve falha operacional ou irregularidade ambiental e determinar eventuais medidas de responsabilização e proteção ao meio ambiente.
Nesta terça-feira, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou ao SBT News que "não houve vazamento de petróleo”. Segundo ele, o material liberado foi um fluido utilizado na refrigeração da broca do equipamento de perfuração.
Ele ressaltou que o fluido é biodegradável e não oferece risco de contaminação ambiental.
Ainda segundo ele, equipes técnicas foram acionadas e nenhuma situação de risco foi identificada. A perfuração está temporariamente paralisada.
A expectativa, segundo o Ibama, é de que os reparos sejam concluídos nos próximos dias, o que deve permitir o avanço da perfuração até o ponto de extração do petróleo até o fim de fevereiro.
Em nota, a Petrobras informou que, no domingo, 4, foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Segundo a empresa, a perda foi “imediatamente contida e isolada”.
A estatal afirmou ainda que não há problemas com a sonda nem com o poço, que permanecem em condições seguras, e que a ocorrência não oferece riscos à segurança da operação. A Petrobras informou também que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes.