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Diversidade, a nova geração e o espírito do tempo

Pesquisas têm mostrado que, na esteira do avanço da globalização, da hiper conectividade e das demandas de sustentabilidade e conscientização social, a diversidade emergiu como um valor fundamental

Diversidade e inclusão (Getty/Getty Images)

Diversidade e inclusão (Getty/Getty Images)

Rachel Rua
Rachel Rua

Colunista

Publicado em 5 de novembro de 2023 às 08h27.

O termo "zeitgeist" foi cunhado dentro do movimento romântico alemão, no século XVIII, e se refere ao espírito de uma época, ou seja, ao conjunto de valores, crenças que de certa forma moldam e marcam a sociedade e a geração de uma determinada época. Assim, o “zeigeist” é aquilo que caracteriza uma geração, para além das diferenças individuais ou regionais.

A educação sempre esteve ligada àquilo que muito chamam de espírito do tempo, e para o cenário atual, da nova geração que nos próximos anos se juntará as gerações X, Y e Z no mercado de trabalho, é possível observar mudanças significativas impulsionadas por essa ligação.

Avanço e ampliação do acesso à tecnologia, globalização, lifelong learning, sustentabilidade e diversidade são alguns dos elementos que podemos destacar como característicos do século XXI e da geração que está se formando nessa primeira metade do século. Cada um desses elementos daria, pelo menos um artigo, mas aqui, gostaríamos de voltar nosso olhar para um específico – a diversidade.

A diversidade pode, de fato, ser considerada como o novo "espírito do tempo" no século XXI e que em alguma medida vai marcar a forma como as gerações, a partir da Z, vai olhar e dar significado para o mundo que vive, às suas escolhas e seus comportamentos.

Pesquisas têm mostrado que, na esteira do avanço da globalização, da hiper conectividade e das demandas de sustentabilidade e conscientização social, a diversidade emergiu como um valor fundamental. Não à toa, temos visto as pautas de diversidade serem abraçadas por políticas públicas, políticas educacionais e, mais recentemente, pelas empresas e corporações que desejam cada vez mais que seus ambientes internos sejam diversos e criativos.

Dados de uma pesquisa lançada em março deste ano pela B3, realizada pelo Instituto Locomotiva e a iO diversidade, apontam, por exemplo, que pessoas mais jovens são mais convictas que seja papel das marcas e empresas apoiar a diversidade – 76% entre respondentes de 18 a 29 anos. 1/3 dos jovens dessa faixa etária também apontam que dariam preferência às marcas que apoiem a diversidade, mesmo que custe mais.

Quando essa mesma faixa etária se pensa como profissional, 68% apontam que é muito importante que a empresa valorize a diversidade e isso pesa em sua decisão de carreira, e 67% que a empresa tenha ações e apoie a diversidade influencia totalmente a sua decisão de permanecer num emprego.

Se já podemos perceber, na geração Y e Z o impacto de diversidade no comportamento, seja como consumidor, seja como trabalhador, a tendência é que na geração Alpha, formada pelos nascidos a partir de 2010, isso seja ainda mais presente e intenso.

Perguntados sobre o que seria mais relevante na educação das crianças, pais e mães responderam que seria o combate ao racismo em primeiro lugar, com 73% das menções, seguido por diversidade (63%), religião (62%), inclusão de pessoas com deficiência (60%), homofobia (55%) e sustentabilidade (50%), segundo a pesquisa Parentalidade Real, feita pelo Instituto On the Go para a Huggies, em 2022.

Não resta dúvidas de que a nova geração está sendo educada e influenciada pela diversidade como valor. Resta saber o quanto nós e as instituições, sejam elas públicas ou empresas, estamos nos preparando para lidarmos com esse novo espírito do tempo.

 

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