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Contaminação plástica: negociação liderada pela ONU está perto do primeiro pacto mundial

Produção anual do material mais que duplicou em 20 anos, alcançando 460 milhões de toneladas; resíduos são encontrados em cumes das montanhas, profundezas do oceano, no sangue e no leite materno humanos

Protesto: escultura "Giant Plastic Tap", do artista Benjamin Von Wong, é exibida em Otawa durante debate internacional (AFP Photo)

Protesto: escultura "Giant Plastic Tap", do artista Benjamin Von Wong, é exibida em Otawa durante debate internacional (AFP Photo)

AFP
AFP

Agência de notícias

Publicado em 30 de abril de 2024 às 12h17.

Última atualização em 30 de abril de 2024 às 12h23.

A quarta e penúltima rodada de negociações liderada pela ONU para reduzir a contaminação por plásticos terminou no Canadá com as bases para um acordo, o primeiro no mundo, que pode ficar pronto no fim do ano. O pacto, no entanto, não aborda limites à produção.

A produção anual de plásticos mais que duplicou em 20 anos até alcançar as 460 milhões de toneladas e está a caminho de triplicar em quatro décadas se não for controlada.

No Canadá, pela primeira vez, delegados de 175 países e observadores discutiram um esboço do que se tornará um tratado global para pôr fim ao problema dos plásticos que estão em todas as partes, desde os cumes das montanhas até as profundezas do oceano, assim como no sangue e no leite materno humanos.

A rodada do Canadá continuou a partir das bases das negociações encerradas no Quênia há cinco meses. Os delegados acordaram realizar uma série de consultas até novembro, quando se deve celebrar a rodada final de negociações na Coreia do Sul.

2040

Nas conversas de Ottawa ocorreu "uma enorme e monumental mudança no tom e na energia" em comparação à rodada anterior, afirmou a secretária parlamentar canadense, Julie Dabrusin. "Me sinto realmente otimista de que poderemos chegar a um acordo antes do fim do ano... para pôr fim à contaminação dos plásticos até 2040", disse.

Dabrusin destacou como positivo uma mudança nas negociações, que passou de enunciar objetivos dispersos para uma linguagem mais concreta para estabelecer um acordo, assim como a simplificação das opções apresentadas no Quênia.

No entanto, um limite proposto à produção de plástico não foi incluído no esboço do texto aprovado e segue sendo um importante ponto de inflexão.

Embora exista um amplo consenso sobre a necessidade do tratado, os ativistas ambientais que defendem um corte na produção de plástico seguem em desacordo com nações produtoras de petróleo e a indústria do plástico, o que favorece a reciclagem.

Ana Rocha, em representação das nações da organização Global South, parabenizou por "uma crescente vontade de abordar os polímeros plásticos primários no marco do tratado".

Isso é crucial, segundo grupos ambientalistas. "Não se pode acabar com a contaminação plástica se não reduzirmos a quantidade de plástico que produzimos", disse à AFP Graham Forbes, do Greenpeace.

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