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Além da sala de aula: Sestini quer ser referência em viagens e faturar R$ 250 milhões

Aos 30 anos, varejista de mochilas e malas quer se tornar líder no segmento de viagens e crescer 15% em 2024

Sestini completa 30 anos e quer se tornar referência quando o assunto é viagem  (Sestini/Divulgação)

Sestini completa 30 anos e quer se tornar referência quando o assunto é viagem (Sestini/Divulgação)

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 21 de maio de 2024 às 06h00.

Última atualização em 10 de junho de 2024 às 15h03.

A varejista Sestini está passando por um reposicionamento de marca em seu aniversário de 30 anos. A companhia fundada pelo empresário Alexandre Benedek quer ser cada vez mais conhecida pelas malas de viagem. O objetivo é alavancar outras frentes e depender menos das vendas sazonais de volta às aulas. Com isso, a varejista espera crescer 15% e faturar R$ 250 milhões.

As mochilas escolares para o público infantil e juvenil representam 60% das receitas da companhia, com ápice de vendas entre outubro e fevereiro para lojas multimarcas e ao consumidor final. "Os produtos de viagens é mais perene, não sofre tanta oscilação quanto a coleção de volta às aulas", explica o co-CEO Elcio Bernardo.

A Sestini mudou parte de sua liderança no ano passado. Regina Schneidewind, que atuava como co-CEO da companhia há três anos, deixou o cargo e foi substituída por Elcio Bernardo, executivo com experiência no varejo de moda e passagens pela Pernambucanas e Valdac Global Brands. A gestão é compartilhada com o co-CEO Eduardo Ruschel.

O desafio da companhia na categoria de malas de viagem é crescer num mercado pulverizado no qual o preço muitas vezes é fator decisivo de compra. A companhia aposta no desenvolvimento de produtos em sua marca própria para acelerar a expansão.

Suzana Carvalhaes, gerente geral de marketing e produtos, comanda uma equipe de desenvolvimento de novos itens para o portfólio da companhia. Com modelos exclusivos importados da Ásia, a Sestini quer ser reconhecida pela qualidade dos produtos -- e não necessariamente pelos menores preços.

"Queremos ser referência quando o assunto é viagem, oferecendo qualidade e produtos com novas funcionalidades, e assim gerar mais receita", diz Carvalhaes.

A empresa também trabalha com a garantia estendida, no qual os clientes podem trocar produtos que apresentem defeitos de fábrica sem prazo definido.

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Franquias

Em relação aos canais de vendas, 60% das vendas ocorrem em lojas multimarcas, outros 30% nas franquias e 10% no e-commerce. Ao fortalecer as malas de viagem e mochilas executivas, a Sestini quer explorar melhor a sua marca no ponto de venda.

"Poucas concorrentes têm lojas monomarcas. Nas categorias de viagem e executivo nós não trabalhamos com licenciamentos, apensar com produtos proprietários, o que é um diferencial", diz Bernardes.

A Sestini tem 64 lojas em operação, sendo 52 franquias. Ao todo são cerca de 12 franqueados. Ou seja, cada investidor opera mais de uma unidade. O novo co-CEO afirma que a expectativa é chegar a 70 lojas até o fim do ano. As lojas próprios da rede estão concentradas em São Paulo e não há plano de expansão.

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