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Armazenamento de energia: tecnologias como UHRs e baterias disputam espaço com foco em custo e escala.
Colunista
Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 16h30.
Nos últimos anos, o aumento da participação da geração renovável intermitente nos sistemas elétricos tem levado a um interesse crescente por tecnologias de armazenamento de eletricidade. A competitividade econômica das diferentes tecnologias é usualmente medida utilizando a métrica do Custo Nivelado de Armazenamento, ou do acrônimo em inglês LCOS – Levelized Cost of Storage. De forma análoga ao conceito de LCOE (Levelized Cost of Energy), usado para geração de energia, essa métrica expressa o custo médio por unidade de energia entregue por um sistema de armazenamento ao longo de sua vida útil.
Atualmente, as Usinas Hidrelétricas Reversíveis (UHRs) são a principal tecnologia de armazenamento, representando cerca de 90% da capacidade global, de acordo com a IEA. Do ponto de vista do LCOS, as UHRs estão entre as alternativas mais competitivas para armazenamento de grande escala e longa duração. De acordo com estimativas do Pacific Northwest National Laboratory (PNLL), considerando um sistema de 100 megawatts (MW) e 4 horas, o LCOS estimado é cerca de 243 US$/MWh, reduzindo para 121 US$/MWh para um sistema de 24 horas.
Para armazenamento em menor escala (até 10 MW), as baterias de íon-lítio estão entre as mais competitivas, especialmente as de fosfato de ferro-lítio (LFP), com LCOS variando entre 185 US$/MWh e 363 US$/MWh, conforme a escala e duração do armazenamento. Essa tecnologia tem crescido rapidamente na última década em função de sua expressiva redução de custos. Mesmo para escalas maiores (acima de 100 MW), as baterias LFP continuam entre as mais econômicas para armazenamento de menor duração. No futuro, espera-se que o custo desta tecnologia continue reduzindo e as baterias se tornem cada vez mais competitivas.– De acordo com a NREL, estima-se uma queda entre 50% e 70% no custo de investimento até 2050.