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BNDES investe em 500 empreendedores de impacto da periferia de São Paulo

Iniciativa no Jardim Ângela vai selecionar negócios e distribuir capital semente de R$ 1 mil a R$ 10 mil por iniciativa

O BNDES Periferias já destinou, desde 2024, um orçamento de mais de R$ 355 milhões para projetos em favelas e comunidades (Leandro Fonseca /Exame)

O BNDES Periferias já destinou, desde 2024, um orçamento de mais de R$ 355 milhões para projetos em favelas e comunidades (Leandro Fonseca /Exame)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 13h59.

Última atualização em 23 de fevereiro de 2026 às 09h55.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar um programa de apoio a negócios de impacto no Distrito do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.

Em parceria com a Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP) e executado pela organização A Banca, o Programa ANIP BNDES Periferias pretende selecionar 500 empreendedores locais e oferecer capital semente que varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil por iniciativa. O lançamento oficial acontece no dia 26 de fevereiro, às 19h.

O programa está dividido em dois percursos. O primeiro, chamado "Pensando Junto", é voltado a iniciativas em fase inicial. Os selecionados recebem formação e R$ 1 mil para começar a estruturar seus negócios.

O segundo, "Dando Aquela Força", atende empreendimentos mais consolidados, com aporte de R$ 10 mil destinado a investimentos em equipamentos, infraestrutura ou fortalecimento institucional.

Apoio no crescimento de negócios de impacto

Além do repasse financeiro, o programa inclui rodas de conversa territoriais e um fórum de participação social chamado "Nada de Nós sem Nós", espaço voltado à formulação de propostas e discussão sobre desenvolvimento local.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link disponível no perfil da organização.

Quem pode participar?

O programa prioriza cinco frentes:

  • negócios liderados por mulheres;
  • economia criativa;
  • saúde integral;
  • empreendimentos tradicionais enraizados no território;
  • iniciativas de impacto socioambiental positivo.

Inclusão produtiva em São Paulo

Marcelo Rocha, fundador de A Banca, destaca que esta é a primeira vez que uma organização da periferia acessa um chamamento nacional do BNDES para executar um programa desse porte.

"Acreditamos que impacto, quando se fala em periferias, acontece ao conseguirmos romper o ciclo da pobreza financeira. E isso não acontece só com recurso, mas com formação, com troca entre pares, com participação de quem vive o território", conta.

O programa integra a iniciativa BNDES Periferias, que alocou, desde 2024, um orçamento de mais de R$ 355 milhões[/grifar] para projetos em favelas e comunidades, com foco em inclusão produtiva e sustentabilidade.

A ANIP foi criada em 2018 como aceleradora e, desde 2020, atua como articuladora do ecossistema de impacto. Entre 2018 e 2021, apoiou diretamente mais de 100 negócios periféricos e destinou mais de R$ 1 milhão em capital, crédito e serviços.

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