Hoje, a Índia é o décimo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2025, as exportações do Brasil para a Índia somaram 7 bilhões de dólares, enquanto as importações foram de quase 8,5 bilhões. (Ricardo Stuckert/PR)
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Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 15h41.
A relação do Brasil com a Índia vem se fortalecendo desde o ano passado, isto porque os países iniciaram uma série de acordos comerciais e estratégicos para aumentar os investimentos e o comércio entre ambos e consolidar a parceria, incluindo uma visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Délhi, neste mês de fevereiro.
Os eixos que destacam essa cooperação são múltiplos, incluindo: segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança do clima; defesa e segurança; parcerias industriais em áreas estratégicas; transformação digital e tecnologias emergentes, acordados entre o presidente Lula e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, quando o indiano veio ao Brasil em julho de 2025, para um encontro da Cúpula do Brics.
No começo de janeiro deste ano, mais uma ação foi realizada em prol da parceria Brasil - Índia: a ampliação do visto entre os dois países de cinco para dez anos de validade. A medida da Índia para o Brasil contempla viagens de negócios, com estadias de até 180 dias e de turismo até 90 dias, condicionada à adoção de regras idênticas pelo governo brasileiro para cidadãos indianos.
Uma viagem de Lula à Índia está prevista para ocorrer entre os dias 19 e 21 de fevereiro. Os preparativos para a visita oficial foram tratados em uma conversa entre os representantes dos dois países no final de janeiro. Segundo o Palácio do Planalto, Lula e Narendra Modi conversaram por telefone para alinhar a agenda estratégica e parceria comercial.
De acordo com nota oficial divulgada, os temas tratados na conversa foram a exploração de terras raras e minerais críticos, a importância do Fórum Empresarial Brasil-Índia por iniciativa do setor privado, o interesse do presidente Lula em participar da Cúpula sobre Inteligência Artificial na Índia, e a convicção de ambos a respeito da necessidade de reformar a Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Conselho de Segurança, com foco no multilateralismo global.
A viagem está sendo organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (ApexBrasil), com objetivo de aumentar esforços para a venda de produtos brasileiros e atrair investimentos. O encontro tratará também das negociações para ampliação do acordo Mercosul-Índia.
Entre os acordos comerciais destacados entre os países estão:
Hoje, a Índia é o décimo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2025, as exportações do Brasil para a Índia somaram 7 bilhões de dólares, enquanto as importações foram de quase 8,5 bilhões. Os produtos mais exportados foram: petróleo (30%); açúcar e melaço (15,7%); gordura e óleos vegetais (14%) e minério de ferro (6%), de acordo com a ApexBrasil.
O fluxo de investimentos entre as duas nações foca em setores estratégicos: enquanto o capital indiano no Brasil se concentra em transmissão de energia, fabricação de veículos pesados e defensivos agrícolas, os aportes brasileiros na Índia priorizam terminais bancários, motores elétricos e autopeças para veículos pesados.