Economia

Volume de impostos pagos pelos brasileiros subiu 8% em 12 meses

Os impostos estaduais foram os que mais cresceram (10,2%); já os tributos municipais avançaram 7,7%, e os federais, 7,1%

Impostos: também colaboraram para o aumento do volume tributário o crescimento do lucro de empresas (Vinicius Tupinamba/Thinkstock)

Impostos: também colaboraram para o aumento do volume tributário o crescimento do lucro de empresas (Vinicius Tupinamba/Thinkstock)

AB

Agência Brasil

Publicado em 10 de outubro de 2017 às 17h12.

O montante de tributos pagos pelos brasileiros teve crescimento nominal de 8% em doze meses, no período iniciado em 14 de setembro de 2016 e encerrado em 14 de setembro de 2017.

Os impostos estaduais foram os que mais cresceram (10,2%). Já os tributos municipais avançaram 7,7% e os federais, 7,1%.

Os números estão em levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) e divulgado hoje (10) pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

"Além do efeito da inflação e da retomada da atividade econômica, a recuperação do consumo levou à melhora da arrecadação porque o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] é o principal imposto dos estados e incide fortemente sobre as vendas do varejo e serviços públicos como energia e gás", disse o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

De acordo com a ACSP também colaboraram para o aumento do volume tributário o crescimento do lucro de empresas e a elevação de salários e do número de contribuintes.

No último dia 14, o Impostômetro da ACSP registrou a marca de R$ 1,5 trilhão arrecadados em tributos municipais, estaduais e federais em 2017. Um ano antes, no mesmo dia, o painel marcava R$ 1,39 trilhão.

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraImpostos

Mais de Economia

CNPJ surpresa, regras incertas: o que a reforma tributária não combinou com o nanoempreendedor

CPI: inflação dos EUA sobe 0,1% em julho e dá novo sinal sobre juros

IPCA desacelera para 0,07% em julho com queda dos preços dos alimentos

Em ata, BC indica manutenção de juros altos por mais tempo